o nogome está em fase de re-estruturação.
Investigadores da Universidade da Califórnia do Sul em Los Angeles, patentearam um projecto que permite aos oficiais do exército norte-americano darem ordens através de odores codificados.

Estas ordens podem ser veículadas de um modo silencioso, no escuro, ou quando há demasiado barulho para uma comunicação verbal fidedigna. A patente diz-nos ainda que a reação ao cheiro é emocional ao invés de racional — assim despoletar o odor pode levar indivíduos a cumprir as ordens sem as quesitonar.
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Digitall, de Ana Camilla Amorim e Tristam Sparks, é um telefone composto por um conjunto de transmissores, cada um ligado a uma casa ou uma pessoa. O sistema consiste num conjunto de painéis na parede e uma esfera controlada através da pressão nesta exercida na sua manipulação. Cada um dos painéis é personalizável e pode ser partilhado como cartão de visita/prenda entre amigos.

Digitall pode ainda ser utilizado como canal aberto: o som de outras casas pode ser ouvido a menos de 10 cm de cada painel.
Para começar uma conversa, o utilizador toca no painel correspondente à pessoa com quem pretende comunicar. O painel começa a piscar e o volume do canal é amplificado. Para falar em modo privado basta na esfera, o que desliga qualquer som provindo dos painéis.
Não percam o vídeo no site da Camila.
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DataTiles, inspirado no filme 2001 Odisseia no Espaço, onde a memória de HAL era armazenada em paralelipipedos translúcidos, permite aos utilizadores manipularem dados digitais como se manipulam azulejos. As peças de acrílico possuem etiquetas RFID e funcionam como despoletadores de acções específicas [quando manipulados sof uma superfície inteligiente] ao mesmo tempo que servem de ecrãs para representar informação.
Os utilizadores podem ainda utilizar uma pen ou um rato para interagir com a informação representada.

Projecto de Jun Rekimoto.
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Investigadores do MIT desenvolveram um sistema "hands-free" e "eyes-free" que permite aos utilizadores encontrarem informação sobre objectos sem terem que interagir através de teclado ou uma interface de voz.

O sistema ReachMedia consiste numa pulseira que lê etiquetas RFID para detectar objectos que o utilizador possui em mãos, um acelerómetro para detectar gestos dessas mesmas mãos e um telemóvel que se liga à internet, reproduz sons quando objectos e gestos são reconhecidos e providenciona informação áudio sobre o objecto em mãos.
Uma pessoa poderia por exemplo, pegar num livro para pesquisar as críticas online sobre esse mesmo livro. Ouviria então um som do seu telemóvel indicando-lhe que informação estaria disponível sobre esse livro, e utilizaria então gestos — um abanar vertical e uma rotação para a esquerda ou direita — para navegar o menu de informação disponível.
PDF do projecto por Assaf Feldman, Sajid Sadi e Emanuel Munguia Tapia.
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A boneca interactiva Wayang é um projecto de So-you Park na Universidade de Artes da Coreia. Trata-se de uma versão digital da boneca tradicional do teatro de marionetas da Indonésia. Na língua falada na ilha de Java, Wayang significa "sombra" ou "fantasma" e é uma performance teatral de actores vivos.
A boneca tradicional está repleta de pequenos pormenores que tornam as sombras projectadas bastante complexas. A versão digital é controlada através das mãos.


Parte do Digital Playground Festival, Uijeongbu Arts Center, Korea.
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Josh Nimoy desenvolveu Icons == Function para a HCI-Fun e o centro F.A.C.T.

Estas sete composições musicais interactivas utilizam combinações simples de som, forma e cor para analisar a relação entre a funcionalidade de interfaces de utilizador e as suas fachadas iconográficas. O cerne do projecto pretende eliminar a brecha existente entre a parte interna e externa da "máquina" ao convidar os jogadores a explorar o modo como podem interagir com o computador.(...)
What would an interface be like if its iconography were determined by a well-defined rule set?
Por Kwame /Permalink

Aperture é uma instalação de fachada com possibilidades narrativas. Mais um projecto saído de Berlin (UDK), assinado por Frédéric Eyl e Gunnar Green.
Vídeo do Protótipo.
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Memorylane, de Ryo Sanpei, Sadamitsu Azuma, Akiyuki Kayama, Yumiko Yoshimoto e Naohito Pkude, é uma moldura para fotos digitais que permite aos utilizadores desenharem e trocarem fotos com amigos. Este vídeo ilustra o seu funcionamento. É um objecto que funciona muito bem para quem gosta de Rakugao — a arte de desenhar sobre caras fotografadas.

O outro projecto, a sair do Okude Lab na Universidade de Keio, chama-se Okitegami, projectado por Itsuki Shibata, Sho Hashimoto, Shingo Kaneyma, Tasuya Matsumoto e Naohito Okude. A cartas, como meio de comunicação, são bastante mais ricas que emails. A subtileza da caligrafia, o pormenor do papel, e principalmente o tempo que levamos a ler uma carta, tem vindo a perder-se. Okitagami tenta conjugar o melhor dos dois meios. O vídeo é explícito.

Por Kwame /Permalink

As-Rigid-As-Possible Shape Manipulation, é um sistema que permite ao utilizador mover e deformar uma forma 2D sem manualmente estabelecer um esqueleto ou domínio de manipulação.
A forma é representada por uma malha triangular e o utilizador move vários vértices da malha ao mesmo tempo que o sistema cálcula as posições do demais triângulos minimizando a distorção dos mesmos.
Projecto de Takeo Igarashi, Tomer Moscovich e John F. Hughes.
Por Kwame /Permalink
wwwrb, de Hiroli Obara, é uma interface em cilindro para pesquisar a web.

O aparelho liga-se à internet e recolhe a informação[flash, html, txt] baseada em queries de um utlizador. Depois representa a informação no ecrã cilíndrico e de vez em vez, quando considera pertinente, lê o texto com uma voz sintetizada. Obara inspirou-se numa caixa de música, que considera ser o clássico aparelho sequenciador de loops.


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OP_ERA: sonic dimension, de Daniela Kutschat e Rejane Cantoni, é uma instalação imersiva concebida como caixa de música. A caixa é negra, cúbica e cheia de cordas de violino virtuais. Cada corda possui uma tensão específica e vibra em reacção ao utilizador.

Um microfone de 360º grava os sons do utilizador. Uma aplicação analisa, filtra e converte o som em outputs visuais. Um array de sensores é utilizado para detectar a posição do utilizador, permitindo ao sistema a interpretação de qualquer acção como força gravitacional.(...)
Mais poesia com cordas, na instalação comissionada pela L'Oreal a David Small.


28 cordas suspensas desde o tecto estão associadas a uma "linha" de texto pertencente a um poema. Ao puxar as cordas o utilizador liberta nuvens de letras projectadas na parede oposta.
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Smart Laser Scanner for Human-Computer Interface, permite aos utilizadores a inserção de dados através da gesticulação perante um aparelho portátil. É da mesma equipa da universidade de Tóquio que desenvolveu o Khronos Projector e o website possui muitos vídeos.


Por Kwame /Permalink
The art of breathing III(foto) e Circulation são duas interessantes instalações por Kosugi+Ando que fazem parte da exposição "The Art of Breathing in the World"

Na mesa estão alguns padrões em forma de mandala que se tranformam em resposta à colocaçã da mão sobre a mesa. Ar frio (respirar) é flui em direcção à mão.(...)
Por Kwame /Permalink

Light_&_Sound, de Natalie Bosco, transforma ondas de luz em ondas sonoras e vice-versa, criando um loop de informação.
Os microfones captam os sons que são convertidos e transmitidos para os LED. Cada microfone controla uma linha de LEDs. A intensidade das luzes é proporcional à intensidade do som. O sistema também reage aos sons e sombras dos espectadores.
The system is based on a pure electronical principle, which seems to me be important like an alternative to the computerised art of today. That makes the installation minimalistic, consisting only from the working parts and alive.
Patente na galeria Mount Warning em Berlim.
Por Kwame /Permalink

Through the looking glass é um sistema que permite ao utilizador jogar um jogo consigo mesmo. Trata-se de um jogo de pong corpóreo[à semelhança do efectuado pelo David no Lab NUI], mas que permite experimentar a sensação de ganhar e perder ao mesmo tempo, contra nós mesmos. [Vídeo]

Lumisty Film, utilizado como material para a superfície da mesa, é a chave que permite materializar toda a experiência do jogo. Lumisty Film difunde de um modo selectivo a luz, baseando-se nos ângulos de projecção. Isto permite implementar uma projecção LCD que só pode ser visualizada se o utilizador se posicionar a um ângulo 0 em relação à projecção. É uma tecnologia utilizada na mesa interactiva Lumisight Table, desenvolvida pelo mesmo gupo da universidade de Tóquio.
Assim, utilizando dois projectores e um espelho, como mostra a ilustração seguinte, as imagens de um projector có podem ser visualizadas no espelho, enquanto as imagens do outro projector não podem ser visualizadas nesse mesmo espelho. A câmara efectua o tracking do disco que o utlizador manipula na mesa.

+ Referências: Minomo, M. Kakehi, Y., Iida, M. & Naemura, T. (2005) Transforming Your Shadow into Colorful Visual Media -- Multi-Projection of Complementary Colors, ACM SIGCHI Conference on Advances in Computer Entertainment Technology (ACE2005), 61-68, Valencia, June 2005.
Por Kwame /Permalink
o titulo deste post foi escrito por Albert Einstein e encontra-se também no inicio da página do director do Interaction Laboratory do csl da Sony que criou DataTiles:

"The DataTiles system integrates the benefits of two major interaction paradigms: graphical and physical user interfaces. Tagged transparent tiles are used as modular construction units. These tiles are augmented by dynamic graphical information when they are placed on a sensor-enhanced flat panel display. They can be used independently or can be combined into more complex configurations, similar to the way language can express complex concepts through a sequence of simple words."
Por interaction /Permalink
Ozgur TASAR, do Umea Institute de Design na Suécia, desenvolveu Nokia One, uma interface que funde o home entertainment com a comunicação.
Quando chegamos a casa jogamos o telemóvel na mesa Nokia One, gesto que informa o sistema do facto de estarmos presentes. A partir desse momento, o telemóvel passa a funcionar como canal que recebe e veícula SMSs, chamadas... enfim, mais uma casa sueca.

Por Kwame /Permalink
Tentativas para materializar [de um modo literal] interfaces computacionais não tácitos.
Joe McKay e a sua Progress Bar.


Ainda as Scrollbars de Jan Robert Leegte. A instalação isola os elementos da interface windows e projecta-os sobre várias estruturas.

Por Kwame /Permalink
A Hewlett-Packard desenvolveu Misto, um protótipo concebido para catalizar maior interacção social num ambiente de café. Mas mais uma vez a miopia coorporativa não conseguiu entender as dinâmicas sociais dentro de um café, como se fossem todos iguais. Todos a bordo da Enterprise. O episódio já é repetitivo. Nasce de uma arrogância míope, que tem como final a homogenização e standartização de práticas e costumes através da imposição tecnológica. Para a Hewlett-Packard, o que é interessante é colocar uma data de jogos no tampo da mesa e pintar o cenário de inovação com as palavras "ecrã horizontal cataliza mais interacções interpessoais do que um ecrã vertical".

Via WJS, e a sua feira de vaidades.
Na extended entry coloquei um lista de todas as mesas interactivas que conheço.
Por Kwame /Permalink
Mirror space foi falado na última aula de História como alternativa conceptual para o projecto da Silvia.
Trata-se de um projecto de Brigitta Zics; um espelho onde não à uma tradução física do objecto espelhado, como acontece normalmente, mas sim uma tradução que visualmente é produto de um filtro que algoritmicamente mistura um conjunto de variáveis relacionadas com a rede e a nossa relação com esta última.

Por Kwame /Permalink
Esta quinta, no LAB NUI (laboratório nocturno de user interface) da ESTAL, o David começará a explorar o domínio de Computer Vision. Aberto a quem quiser aparecer e trabalhar. Se tiverem Webcam, levem. Serão 4 horas de interactividade.
Por Kwame /Permalink
O software de Ole Kristensen — Flyt dig, permite ao vosso computador gerar desenhos baseados em movimento. Detecta o movimento através de uma web cam, opta por uma direcção e cria uma linha. Se por exemplo colocarem a câmera à frente de um televisor, flyt dig providenciará momentos memoráveis de "automated media consumption".

podem fazer o download do software aqui.
Kristensen é membro de Tabla.dk. Um colectivo que construiu Regntid, um quarto circular onde chove em toda a área menos onde o indivíduo se encontra.


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O interface de palhinha, desenvolvido na universidade de Electro-comunicações de Tóquio, permite aos utilizadores uma experiência virtual de sensações relativas ao acto de beber. As sensações são criadas através da referenciação de dados sobre pressão, vibração e sons produzidos ao utilizar uma palhinha para beber. Assim, mudanças de pressão e sons do acto físico de beber são gravados e reproduzidos no interface.

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O Projector Khronos permite a visualização dos conteúdos de um filme de um modo totalmente diferente. Ao tocar fisicamente no ecrã, o utilizador está a enviar porções da imagem para a frente e para trás no tempo.

Os autores são Alvaro Cassinelli e Masatoshi Ishikawa da Universidade de Tóquio. Aqui ficam os vídeos: aquário, grito, mão.
Por Kwame /Permalink
Uma instalação dos Someth;ng collective que achei bastante interessante: midiBalls é baseado no Interactive Surround Sound (ISS) Cube de Markus Quarta, trata-se de uma mesa interactiva que segue objectos luminosos na sua superfície. midiBalls é um interface musical que se pode tocar, sentir e brincar. O objectivo é manter um conjunto de bolas virtuais sob controlo, que saltitam pelo ecrã e emitem sons à medida que tocam em algo. Os sons são muito agradáveis, mas no final passei mais tempo a brincar com as pequenas esferas do que a fazer música.

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Aqui estão algumas notas sobre a palestra de Golan Levin na Cybersonica.

Visão Audio (Audiovision) e Computação: História, Paradigmas, Futuro
Os quatro pilares da arte digital, ou por outras palavras as quatro preocupações dos artistas que trabalham nos novos media de base electrónica são:
- Transmediality (tangibility, audiovisuality environment),
- Processuality (generativity, algorithmic processes),
- Connectivity (communication, connection),
- Interactivity (creative flow, play, cybernetic feedback).
Por Kwame /Permalink
Algo, que como alguns já sabem, me vem a interessar de há algum tempo a esta parte. Interfaces comestíveis. Página de Dan Maynes-Aminzade (também do Dan — You're in control/Urine control), com vários projectos interessantes.

The BeanCounter is a low-resolution gustatory display made of six rods filled with jellybeans of different flavours.
The center and bottom of each rod are sealed with electronically controlled valves. By controlling the valve positioning, the computer can dispense jellybeans at varying flow rates.
Each column of the BeanCounter is associated with a different running process, so that the user can monitor memory usage in up to six concurrent processes. Calls that allocate memory drop jellybeans from the upper chamber to the lower one. Each time a call is made to the free routine, the bottom valve is opened, and jellybeans fall into the bowls below. The volume of jellybeans dispensed corresponds to the amount of memory associated with the operation.
Por Kwame /Permalink
Regenerative Music, desenvolvido por James Fung, universidade de Toronto, explora novos interfaces psicológicos para instrumentos musicais.

via Media teletipos.
Por Kwame /Permalink
Hello.Wall, desenvolvida pelo Fraunhofer Institute, é um ambiente que mostra e emite informação através de padrões luminosos. Isto ao mesmo tempo que preenche um papel informativo para indivíduos que acabem de chegar a um determinado ambiente ou local. Pode também funcionar como elemento decorativo com funções estéticas. O projecto é assim um cruzamento entre uma tecnologia que pretende ampliar a esfera privada e a arte informativa.


Por Kwame /Permalink
I am driving through Soundscape, do investigador Carlos Rocha (MIT), é uma instalação que permite ao utilizador conduzir e ao mesmo tempo imergir numa paisagem sonora.
A instalação faz uso do Cocktail Party Effect, a capacidade de distinguir um único som entre muitos. o IADTSS mapeia individualmente os sons vindos de uma base de dados, designando coordenadas espaciais específicas para cada um na paisagem virtual.
Assim, o utilizador ao mover-se, escutará cada som correctamente integrado no espaço num processo chamado espacialização do som. A intensidade de cada som diminui com a distância relativa ao utilizador — a implementação do efeito Doppler, capacita o utilizador com dados espaciais relevantes para ajustar o seu movimento.

O volante e os pedais dão a impressão de viajar através da base de dados a velocidades variáveis sem perder a precisão.
Por Kwame /Permalink
