Digitall : November 8, 2005
Digitall, de Ana Camilla Amorim e Tristam Sparks, é um telefone composto por um conjunto de transmissores, cada um ligado a uma casa ou uma pessoa. O sistema consiste num conjunto de painéis na parede e uma esfera controlada através da pressão nesta exercida na sua manipulação. Cada um dos painéis é personalizável e pode ser partilhado como cartão de visita/prenda entre amigos.

Digitall pode ainda ser utilizado como canal aberto: o som de outras casas pode ser ouvido a menos de 10 cm de cada painel.
Para começar uma conversa, o utilizador toca no painel correspondente à pessoa com quem pretende comunicar. O painel começa a piscar e o volume do canal é amplificado. Para falar em modo privado basta na esfera, o que desliga qualquer som provindo dos painéis.
Não percam o vídeo no site da Camila.
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Theo Jansen : October 24, 2005

David enviou-me um artigo sobre Theo Jansen, um artista holandês com um passado em ciências. Nos últimos 15 anos tem vindo a desenvolver uma série de animais eólicos, feitos de tubos de plástico. Quando estas construções são alimentadas pelo vento, movimentam-se e parecem-se a criaturas orgânicas; ou animais de praia como lhes chama Jansen. Jansen recebeu o prémio especial do Juri na categoria de Arte interactiva na Ars Electrónica deste ano. Leiam a entrevista.
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No Garlic Please : October 24, 2005
Novo site de Regine dedicado principalmente ao design de equipamento. Explorem.


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Luzes aquáticas sensíveis ao toque : October 13, 2005
O candeeiro Bing Bong, de Roger Arquer precisa de água para se ligar e desligar. A água funciona como conductor entre o utilizador e a lâmpada, pondo em causa os nossos sentimentos em relação a combinar electricidade e água.


No seu outro candeeiro Lie Pinocchio Lie, a água contém mais uma vez o interruptor. Quando a lâmpada está submersa acende.
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Mobiliário urbano para skaters : October 11, 2005
O projecto de Tom Hawe é fruto de uma simples tomada de consciência: "andar de skate é uma patologia urbana ímpossível de parar."

"Por virtude do seu status como mau utilizador de espaço público, e porque é muitas vezes sintoma de um design defensivo, o skate é excepcionalmente bom a chamar atenção para a natureza pacatamente exclusiva do espaço público moderno" explica Hawes. "Teenagers e adultos jovens são excluídos do planeamento urbano. Skaters re-valoram muitos espaços públicos e regulamentam espaços urbanos perigosos com a sua presença. (...) Se jovens estão a utilizar esses espaços para actividades positivas, como skating, então o design desses espaços tem que ser desenvolvido em parceria com estes."
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Uma mala grávida : August 28, 2005
Irresistível. "Love and Peace" de Nobuku Nishida, apresentado nos YKK Fastening Awards. Vejam o vídeo.

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Catarina Fuhrmann : August 20, 2005
Ontem conheci uma promissora jovem designer de equipamento — Catarina Fuhrmann da Academy of Visual Arts, Mastricht. O seu trabalho centra-se na interactividade. Aqui fica uma imagem do seu projecto de finalista — Interaction Carpet.

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InTerFacE EsTéTIcA : August 2, 2005
o design na cultura de rede nos pressupostos de
Edmond Couchot e Fransico Homem de Melo
O mundo da diferença, um mundo de tolerâncias e complexidades guarda, no sentido mais próprio de lócus, a complexidade que a modernidade tanto travestiu em pseudo-ordem, acalmando os nervos da cortina de ferro ontológica de uma correta tradição filosófica, totalmente oposta aos agenciamentos das enunciações da escritura digital :: lugares, momentos, imagens, linguagens, instituições, técnicas, tecnologias, fluxos, etc... dos sentidos e percepções do sensível.
Segundo Couchot, de todas as combinações dos dispositivos midiáticos, a mais violenta e decisiva tem sido a conexão sujeito e máquina :: violenta porque projeta o sujeito numa situação nova da redefinição do papel de autor e expectador e, decisiva no que poderia ser chamado de “arte da hibridação”, que é dependente dessa mestiçagem sujeito/máquina. Metamorfose que possibilita a duplicação do sujeito, como nos enuncia o seu conceito de Sujeito “Je” e Sujeito “On”. Essa duplicação, sua simulação, é o sintoma da dissolução da individualidade, de toda diferença, de toda alteridade, pois esse sujeito interfaciado deve se tornar obrigatoriamente um inter-ator colaborativo.
O que muda neste contexto é a posição do sujeito, um sujeito conectado, uma natureza de aparelhagem, possibilidades de ações automatizadas. Como dispositivo em forma de sujeito que se produz nele e se faz funcionar e manifestar sua própria presença. O sujeito aparelhado tem, a partir do aparato técnico/tecnológico, suas ações multiplicadas pelo automatismo.
Para a máquina, as tomadas de decisão e a subjetividade do autor devem ser numerizadas para serem compreendidas. Esse sujeito não ocupa mais a posição tradicional do olhar de mera representação – o computador nos percebe como imagem. O sujeito traspassado pela interface é muito mais trajeto que sujeito. Nesse trajeto, ele encontra seus homólogos, outros sujeitos virtuais. As mudanças intersubjetivas não são mais aquelas que regem a representação ótica.
O numérico, dispositivo interativo, quando traspassado pela interface, o que parece ser autentico é na verdade uma simulação. O Sujeito aparelhado, como bem diz Edmond Couchot, adquiriu uma ubiqüidade dialógica, ou seja, qualquer informação na rede pode estar em todo lugar, as representações estão conectadas entre si, os documentos estão em um super documento e nós estamos escrevendo juntos. As potencialidades que se apresentam estão contidas no registro e na consulta das várias memórias, no pertencimento das comunidades virtuais, nos jornais e TVs do mundo inteiro. Isso não era possível há cinco anos atrás.
Pode ser uma nova percepção sinaptica, uma alteridade fractal nascida na interface homem e máquina, um meio situado entre o individual e o coletivo, entre sujeito e sociedade. Isso não confirma a consciência planetária de Roy Ascott, pelo menos no sentido psíquico, mas processa questões primordiais para a compreensão do design entre seus conceitos técnicos e tecnológicos.
Para uma ampla compreensão pragmática desse assunto, buscamos compreender o atual estatuto do design, o dito Design Digital, a partir de um olhar conceitual de quem exercita a poética desta mais nova escritura: o pensamento do designer Prof. Dr. Francisco Homem de Melo.
1. dos conceitos de técnico e tecnológico
O analógico tem uma estética tecnológica, aquela resultante das especificidades das mídias, a ver: serigrafia, off-set, xerox, etc... A escritura digital, como linguagem específica, também possui sua própria estética. Assim, a história do design pode ser mais bem apresentada a partir de uma historiografia das técnicas de reprodução de imagens ou através das estéticas advindas de suas linguagens tecnológicas?
Francisco Homem de Melo – Das linguagens tecnológicas, As transformações e/ou a permanência da técnica não explicam o percurso do design, pois o diagrama é independente.
2. da InTerFacE EsTéTIcA 1
Sobre a desconstrução da linguagem (legibilidade/leiturabilidade) e o ruído na informação visual. No design chamado digital, ou web design (na falta de outra nomenclatura), se estrutura além da representação promovida pelas máquinas de percepção (fotografia, cinema e vídeo), a imagem agora é um mapa informacional, admite comportamento. A interface não se reduz a um layout ela é, sobretudo, uma operação de níveis. No que essa configuração pode interferir na estética do design?
Francisco Homem de Melo - O contexto cultural, de leitura e de expectativas, é o primeiro dado do projeto. O briefing é dado pelo mapeamento do público alvo. Sou um habitante de um mundo pedestre. Não faço arte, mas meu trabalho é inspirado na arte. Faço design estruturado a partir de elementos que surgem de um estímulo pré-dado. O leitor da revista The Face também é o leitor da Veja, e ele quer as duas exatamente como são: a The Face com seu identitário ruído e, a Veja em sua moderna hierarquização estrutural. É assim que ele as lê. Cada uma das revistas com suas respectivas interfaces. A estética depende da intencionalidade, perpassa inclusive a cultura do micreiro, a cultura do disponível. Assim notamos que a cultura do readymade, do remix e das assemblages estão contempladas, por exemplo, na produção do design vernacular.
3. da InTerFacE EsTéTIcA 2
Podemos definir o design como parte de um contexto técnico e tecnológico, além de suas relações histórico/sociais. Técnico nas especificidades operativas de usabilidade, potência de re-configuração (atualização) e na capacidade de auto-generação dadas as nanotecnologias e a inteligência artificial. Tecnológico na ceara dialética dos conceitos e valores que formatam o sujeito interfaciado, indubitáveis indicadores dos parâmetros da cultura que se estabelece com a potencialidade desse mesmo aparato técnico: a cultura de rede. Sem a hierarquia das informações, a previsibilidade dos resultados, qual seria a distinção entre design e arte? Toda interface depende de um design? E de uma estética?
Francisco Homem de Melo - Por exemplo, nem tudo é arquitetura. A casa ali dá esquina (de qualquer lugar) não necessariamente é uma arquitetura, ela pode não passar de uma construção. Arquitetura, dado o legado de Le Corbusier “é o jogo sábio e magnífico dos volumes sob a luz”. A isso eu chamo de InTerFacE EsTéTIcA. O design não se pensa na cabeça, mas na concretude do instrumento que gera a linguagem, se muda o instrumento, altera-se a linguagem que é gerada. Um projeto que eu tenha que realizar, desenvolvido do Quark Express, terá um resultado específico. Se o mesmo projeto for trabalhado no Free Hand, ou noutro software gráfico qualquer, será outra coisa, terá soluções distintas, completamente interferido pela “interface” do programa utilizado. Afinal, onde eu tenho design? O computador nos dá uma ilusão de autonomia, induzindo a falsa idéia de onipotência, como se fosse capaz de dar conta de tudo.
O círculo construído pela função/ferramente de um software só é igual ao circulo desenhado no papel, pelo gesto humano, nas suas especificidades da matemática isométrica. Fica fora disso as características resultantes da fisicalidade do material utilizado, por exemplo, o sulco no papel advindo da pressão do pulso, ou as imperfeições dos limites periféricos do traço, muitas vezes condicionados ao estado psicológico e/ou emocional do seu autor que, indubitavelmente, interfere no seu resultado final. Assim também como a elipse foi exponencialmente utilizada a partir do computador pela facilidade de execução que esse equipamento e seus sistemas proporcionaram ao projeto dessa forma.
Também se faz observar o fato de que um cartão de apresentação, construído tipográficamente em prelo, com tipos moldados em chumbo, é por excelência, atualmente, de qualidade superior ao projeto elaborado e realizado no computador. No digital há perda da materialidade que traz consigo marcas que pode fazer parte do resultado estético do projeto em design.
4. da InTerFacE EsTéTIcA 3
Podemos pensar no Design Digital como uma InTerFacE EsTéTIcA Tecnológica, diferentemente das especificidades da Interface Cultural de Lev Manovich?
Francisco Homem de Melo - Se essa interface é o suporte da linguagem, a resposta é SIM, podemos pensar numa InTerFacE EsTéTIcA.
« Ok!
Por João Fernando Igansi Nunes /Permalink
O sumo mais sexy da galáxia : June 30, 2005
Finalmente um objecto de design sexy. Lapjuicer, de Theo Humphries e Phil Worthington.

Por Kwame /Permalink
Escutem a lâmpada : June 30, 2005
Audio system interfacing with lighting, de Suk-woo Lee, da universidade de Hong-ik (Coreia), combina um cd player com uma lâmpada para criar um experiência de audiófila mais interessante.

Gold Award, Student Designs, IDEA
Por Kwame /Permalink
Augmented Café + ITP Spring Show : April 28, 2005
1. Ok, para o João Ferreira. Um Call for Proposal para a Isea2006 Symposium e ZeroOne San Jose, convidando grupos e indivíduos a submeter as suas propostas para a esposição de projectos interactivos que serão utilizados para criar o C4F3, um café a funcionar dentro do festival, que terá lugar em Agosto 5-13, 2006. As propostas têm que ser entregues até 1 de Junho de 2005.

2. O Spring Show da ITP que irá de 14 de Abril a 14 de Maio. O mais interessante é a ITP Thesis Week, de Maio 3-7, com live video stream de todas as apresentações de teses. A visualização das teses vale mesmo a pena.
Por Kwame /Permalink
Living Space : April 22, 2005
Algumas imagens da exposição dos alunos de Design Product da RCA em Londres. O seu projecto LivingSpace encoraja-os a procurar circunstâncias extraordinárias onde se verifiquem novos padrões de comportamento individual e social.


Por Kwame /Permalink
Front em Milão : April 18, 2005
Adoro os projectos (de design de equipamento) dos Designers Suecos Front, que no salão de Milão acabam de mostrar "Representation of things", um jogo de computador como ferramenta de design. O projecto coloca a seguinte questão: Será que um objecto de design pode existir sem ser materializado? Assim, uma série de objectos foram criados dentro de um jogo de computador para explorar o objecto não materializado, e que tipos de objectos podem ser criados num mundo onde as leis da física não se aplicam.

Por Kwame /Permalink
Trabalho de alunos do Royal College of Art : March 11, 2005
Interaction Design Work In Progress show.
O que eu gostei: Keyboard Emergency Airbag.

Sound Fountain de Andy Huntington.

Pan video de Mark Hauenstein. Uma aplicação que compõe panorâmicas infinitamente longas a partir de vídeo tirado num carro em movimento. Haja tinta!

Por Kwame /Permalink
www.publico.pt : March 9, 2005

Já alguém reparou que o maior site de informação português mudou de ares?
LINK
Por cameira /Permalink
Eyetools eyetracking analysis : March 9, 2005

Afinal para onde olhamos realmente quando inserimos um URL e carregamos ENTER?
The new Washington Post Homepage design. O que funcionou e o que falhou sob o prisma de uma análise eyetrack. LINK
Um blog que fala da optimização do design de sites através de testes que recorrem a tecnologias de eyetrack.
E se fossem SÓ as máquinas a fazerem sites? Alguém tem dúvidas que o topo de uma página web é mais vista que o final dessa mesma página?
Lembro-me de uma história que vivi.
Trabalhei durante alguns anos no Independente e assisti a, pelo menos, dois estudos gigantescos sobre a posição da marca Independente no mercado e do que os leitores gostariam de ler no jornal: mais internacional, mais não sei o quê e a definição de estratégias robustas para "levantar" o jornal baseadas nesses mesmos estudos. E dizia o administrador: - Meus senhores agora peço-vos que vistam a camisola porque agora é que é! E por duas vezes, nós vestimos a camisola. Resta dizer que as coisas não funcionaram assim e o Indi ocupa o lugar que ocupa (não sei como ainda existe).
E sobre a FNAC? Que todos os estudos de mercado aconselhavam a não se abrir uma loja em Portugal porque tinhamos um alto nível de iliteracia, blá, blá e blá. Resumindo: A FNAC do Chiado é uma das lojas do grupo que mais dinheiro faz.
Só quero chamar a atenção para o excesso de ferramentas racionais que hoje estão à disposição do webdesigner e, embora julgue que poderão contribuír para melhorar ALGUNS aspectos do desenho de ALGUNS sites, não acho que substituam todo o background que tenho vindo a adquirir ao longo dos últimos anos nesta área, que muitas vezes, parece intuição e/ou gosto.
Sempre gostei de fazer de advogado do Diabo...
Por cameira /Permalink
10 anos de webdesign : January 22, 2005
O Piet Zwart Institute, de Roterdão - Holanda, comemora 10 anos de webdesign com o projecto "A Decade of Webdesign".
Há uma cronologia on-line, resultado de um processo de trabalho colectivo e em constante actualização, em http://www.designtimeline.org.
Por cameira /Permalink
Papel de parede : January 10, 2005

Activity Wallpaper, de Tobias Skog do Viktoria Institute(Suécia), explora o espaço, como é que um lugar pode lograr uma memória electrónica de como é habitado: como é que as pessoas se movem, socializam, fazem ruído ou dispendem o seu tempo?
A actividade destes últimos é compilada através de sensores, e a interpretação dos dados é projectada sob a forma de "viasualização ambiente" [estilo wallpaper].
O protótipo analiza o som dentro de um café, tomando em conta o número de pessoas em conversa, ruído de fundo... Quanto mais a côr se desviar do fundo, mais ruidoso é o café. O número de "pontos" em cada fila representa a multidão...
É interessante verificar o nível de actividade do café ao longo da semana e tirar algumas conclusões.
A essência da questão, uma vez mais, é: o que fazer com os dados? A partir de que ponto é que dados se tornam informação? Urge pensar nisto, sabendo que estamos num módulo de Bases de Dados.
Ainda relacionados — dois projectos: Flocked Wallpaper e Not-So-White_Walls de Dario Buzzini.
Por Kwame /Permalink
sobre o nogome_
Ok. O Nogome começou por ser o Blog de uma Pós-graduação em Webdesign. Agora é um espaço que cria, agrega e traduz para Português notícias no contexto dos NOVOS MEDIA (que por acaso já não assim tão novos); Media Tangíveis; Realidade Aumentada; RFID; Mobilidade e as nova relações que catalizamos com e dentro da metrópole; a problemática das interfaces; [re]design; estética que advém da computação; redes sociais articuladas; activismo... e tudo o que se prende com a representação de informação. Se estás a desenvolver um
trabalho de investigação, se és docente ou discente e possuis notícias ou projectos que aches relevantes, envia um email para nogome arroba nogome ponto com.