o nogome está em fase de re-estruturação.
O meu Setembro, para quem me quiser apanhar.
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"O iTunes é uma operação de cosmética para uma indústria corrupta."
Ok. Para quem quiser perceber como funciona a indústria da música, mais concretamente o sistema de facturação montado pela Apple, este link é fabuloso.
Mais informação em:
http://www.downhillbattle.org/
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Enviaram-me o link para o blog de um engenheiro que encontrou um paper de uma dupla australiana sobre a taxonomia da ignorância.
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Jay observa que já não existe algo como uma simples pasta de dentes.
Disto retiro algumas conclusões:
1. A pasta de dentes possui esta estratégia para dominar o espaço nas prateleiras.
2. A escolha de um determinado produto deve ser proporcional ao número de canais da Tv cabo.
3. A mistura de crest cavity protection com a extreme herbal mint e um toque de cinnamon rush confere um prolongamento natural do sorriso que pode durar de 3 a 8 horas.
4. Um brand manager de Cincinnati têve demasiado tempo livre.
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Em muitas linguagens de programação o UTC (coordinate universal time), é utilizado como norma para tempo. Sistemas que utilizam o UTC gravam o número de segundos passados desde 1 de Janeiro de 1970 00:00:00. [Selo temporal Unix.] Este selo temporal é gravado num formato de 4 bytes (32 bits). A maioria das runtime libraries em C/C++ gravam este valor como um número inteiro. Esta convenção está na raiz do problema.
Os programadores de COBOL dos anos 50 deram-nos o bug Y2K, [além de descobrirem novas utilizações para psicotrópicos], os programadores em C dos anos 70, [ao mesmo tempo que sintetizavam os ditos psicotrópicos], criavam o bug do ano 2038. O problema vai surgir [ou não] exactamente numa pacata terça-feira, 19 de Janeiro de 2038. Às 03:14:07 da matina o tempo irá tornar-se um valor negativo. [Tenho que admitir que tudo isto me parece tremendamente irónico]. Exactamente 2147483647 segundos volvidos depois do selo temporal Unix ser estabelecido os relógios digitais revoltar-se-ão. [Exactamente como? Ainda não sei, mas imagino pessoas a andar para trás...] Se o número não parece especial experimentem copiar e colar o seguinte código na barra de IP do vosso browser e pressionarem enter:
javascript:alert((2147483647).toString(2));
Este valor é 231-1, muito simplesmente o maior número inteiro que pode ser representado quando 32 bits (4 bytes) estão a ser utilizados. Um bit é utilizado para o sinal positivo ou negativo do número os outros 31 bits são utilizados para gravarem o número. O que vai acontecer um segundo para lá da data acima referida? Em 2038.com, está disponível o código de uma demo que produz o seguinte resultado:
2147483647, Tue Jan 19 03:14:07 2038
-2147483648, Fri Dec 13 20:45:52 1901
Quando um número inteiro com sinal atinge o seu valor máximo e é incrementado, cai para o número negativo possível mais baixo. A razão para isso está aqui.
Assim a solução seria recompilar os programas com novas bibliotecas que utilizassem valores de 8 bytes(64 bits). Isto resolveria o problema para cerca de 300 biliões de anos (20 vezes a idade estimada do universo). Outra hipótese, será esperar que os computadores quantum estejam à venda algures na terceira década deste século.
Sistemas baseados na física clássica (série de bits, e circuitos baseados na lógica Booleana) irão eventualmente dar lugar a processadores quantum, onde os sistemas modelados são baseados na mecânica quântica (qubits).
Aconselho as seguintes leituras:
http://www.cs.caltech.edu/~westside/quantum-intro.html
http://www.qubit.org
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Numa conversa hoje, surgiu uma palavra: d-tournement.
(::origem:détournement, que quer dizer desvio...)
A palavra, ironicamente retirada pelos ingleses de um contexto francês [situacionista], prende-se com a paródia, desconstrução, destruição criativa, e além de estar bastante ligada aos situacionistas está intimamente ligada à culture jamming e à obra pós-moderna de Cindy Sherman, Kathy Acker... que citavam com recorrência o termo.
"Foram Guy Debord e os Situacionistas, as musas e teóricos da revolta estudantil em Maio de 68, quem primeiro articulou o poder de um simples "d-tournement"[desvio], definido como uma imagem, mensagem, ou artefacto retirado de contexto para assim dar origem a outro significado."
[ok, e agora a relação com a descontextualização no domínio digital?]
[teoria da deriva]
A quase totalidade dos textos situacionistas pode ser encontrada online. Para os fluentes em anglo-saxão aqui vai o link.
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Quem quiser criar um mobblog aqui vai o link.
As semelhanças são óbvias com a lomografia.
[e.g.] Contextos: polarizados: generalistas.
"Um óptimo banco de imagens mais ou menos honestas cuja qualidade é em muito ultrapassada pela possibilidade." Ito
"Não me deleito nas imagens para ver o que os outros estão fazer, mas para ver aquilo que eu poderia estar a fazer." Brooklinkid
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A propósito de Nezvanova, experimentalismo na música, o seu cruzamento com o domínio visual, e teórico, fica aqui o link para a Steim em Amsterdam.
"(...)steim has always encouraged the use of low-tech solutions and the creative "misuse" of recycled high-tech. Steim stands for "a human approach to technology". This technology has to be tailored to the individual. Unique instruments such as The Hands, The Web, (...)"
Assim apetece trabalhar.
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O Artigo da Katharine Mieszkowski já tem alguns meses, mas até hoje é o mais interessante e completo que já li sobre a/o Netochka. Para aqueles que não sabem quem é, esta personagem e a tecnologia que desenvolve, fica aqui o desafio, pois irá ser abordada no domínio da pós-graduação.
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A internet afinal cria e alberga os seus próprios paradoxos.
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The Spiders é uma banda desenhada que faz excelente uso do domínio digital. Os conteúdos deixam algo a desejar, mas isso é outra história.
Edições anteriores podem ser encontradas aqui.
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FOAF (documento Friend-of-a-Friend), para aqueles que não são familiares com o termo, é um modo de especificar "homepages lidas por máquinas para indivíduos, grupos, empresas...", citando Dan Brickley, um dos seus criadores. Todo o tipo de coisas interessantes pode ser feito com uma rede inter-conectada deste tipo de páginas. Um exemplo é o "co-depiction project", que permite conectar pessoas que apareceram em fotografias de outras pessoas, mas não se conhecem. Se houver interesse da vossa parte em criar um documento FOAF, devem começar onde eu comecei, através de FOAF-a-matic de Leigh.
Até agora, e embora eu tenha falado com muita gente sobre o sistema, que já tem 3 anos, FOAF continua a ser para a Web Semântica, a sua maior esperança, especialmente agora que o RSS explodiu no domínio da política e galhofa. FOAF pode ser a tecnologia que faça com todos suspirem em uníssono: " Ah, agora percebo," ou “era mesmo o que precisava para potenciar o Friendster.”
Entretanto a SEMWEB arrasta-se na obscuridade, salva apenas por alguns seres muito inteligentes mas demasiado britânicos. Porque por outro lado, mesmo aqueles que deviam ser mais visionários, não acreditam minimamente numa Web semântica, afirmando que esta não preencheu as suas expectativas.(...) Neste momento a metadata está morta, ou talvez apenas ainda esteja em fase embrionária, tal como a Linux-in-the-enterprise estava em 98 e 99. De qualquer modo, se me coubesse a mim a tarefa de vender ao mundo os benefícios da meta-utopia prometida pela Semweb, podem acreditar que estaria a empurrar a FOAF para baixo dos holofotes com ambas as mãos e uma toalha.
O projecto proximity, que pretende responder de uma vez por todos "onde raio é que eu deixei aquela página web?", sistema análogo ao bem sucedido Dashboard (utiliza FOAF), que tem como objectivo proporcionar a informação relevante ao contexto de um utilizador num dado momento. Os computadores devem tornar-se participantes activos na nossa incessante busca por conhecimento.
O que é interessante no Dashboard é que é bastante informativo ao invés de antecipatório. Não está a deduzir o que está a ser feito, mas sim, a lançar informação relevante na nossa direcção tendo o presente como meta e não o futuro.
Lançar um bot num website visitado por mim, esse bot recolheria informação de todos os sites ligados a esse e já por mim visitados, fornecendo-me (por palpite) endereços adicionais de sites que me interessariam visitar.
Assim num ataque da metadata, também assinalei este blog, com o que costumavam apelidar nos velhos dias da Usenet de endereço ICBM, tornando assim o site indexável através do geourl crawler de Josh Shacter. É assim possível ver quais os sites que vos estão mais próximos em termos geográficos.(link válido para os EUA).
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Trabalho escravo tem uma nova vertente: Programação primata.
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Algo que me fica na goela de cada vez que deparo com exemplos de bom pensamento liberal.
"Eu não me preocupo com a espécie, eu preocupo-me com indivíduos."
Gregory Stock, Futurista
"A sociedade não existe. O que existem são indivíduos, homens e mulheres, e as respectivas famílias." Margaret Thatcher, uma mulher simpática.
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O professor Alex Zettl criou o primeiro motor à escala do nanómetro. Bastante pequeno, a sério. Podia montar-se na traseira de um vírus, o que é algo que eu gostaria fazer de há uma boa década a esta parte.
Dá que pensar quando ouvimos "a natureza ainda está à nossa frente, mas nós estamos a apanhá-la."
Será que a natureza apanha boleia na traseira de vírus? Ela está de facto sempre um passo à frente.
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Software para o improviso musical modelado através da matemática extraída de enxames de abelhas. Tim Blackwell é pioneiro na relação entre a computação e a biologia, possuindo também várias reflexões sobre novas metodologias para o design através de um melhor entendimento da algoritmia evolucionária.
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Gicheol Lee no seu trabalho acerca de tipografia em movimento, sublinha o facto de a mesma poder ser entendida como um organismo. Uma das várias vertentes de comunicação que os organismos possuem é o movimento. O modo como as formas se movem no espaço está intimamente ligado ao sentido e sintaxe da própria comunicação.
+ 1 link.
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Kinesis Fusion é um programa em Java desenvolvido pela Kinesis Software, uma companhia sediada em Dublin. O Kinetic fusion consegue ler um ficheiro SWF, extrair os seus recursos (incluindo o Actionscript) e represeesntar os dados bytecode do SWF num formato XML (RVML, Rich Vector Markup Language). O software também conseguem compilar ficheiros RVML de volta a SWF. Durante os meus primeiros testes, consegui compilar os meus projectos de código, criar SWFs de raíz (apenas com um editor XML), e editar facilmente dados em qualquer SWF.
O programa faz uso de um código base criado por Nick Main no seu projecto JavaSWF, mas parece ir mais longe no desenvolvimento de SWFs de raíz. Enquanto a Macromedia tem estado ocupada numa iniciativa algo parecida, que permitirá criar SWFs a partir de editores de texto, os detalhes das metodologias empregues ainda não são claros. Em teoria, parece-me que este tipo de software (e produtos similares que surgirão no futuro próximo), tornarão possível descrever vocabulários XML num formato intermédio que por sua vez será convertido em SWF ou SVG via XSLT.
Descobri o software através de um artigo publicado no XML.com da O'Reilly.
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Viswanath Gondi aponta no seu artigo referente à análise de tráfego[web] e experiência do utilizador, um processo passo-a-passo para uma análise mais relevante dos logs [basicamente são ficheiros onde estão gravados todos os movimentos inerentes a um site]. Os pontos importantes são, a conversão dos números em percentagens, facilitando assim a comparação. A utilização de tabelas para retirar valores métricos e gráficos de comparação.
A análise ajuda a comparar o retorno do investimento no produto de design. [Sim, a velha máxima do design forma.função implica necessariamente contrapartidas económicas]. Software como o webtrends, IBM surfaid, Omniture SiteCatalyst, ajudam nesta análise ao proporcionarem uma realidade métrica que simplifica bastante a decorrência conclusiva.
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Dá-lhe 4 segundos do teu tempo e este link vai-te fazer rir.
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Na versão digital da revista mensal Redes li um artigo sobre populares hotspots. A falta de visão e parcialidade corporativa de alguns editores deixa-me boquiaberto [alguns segundos] e depois zangado [indefinidamente].
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