o nogome está em fase de re-estruturação.
O Clay Shirky iniciou um interessante debate com Jakob Nielsen, o Guru da usabilidade. Esse debate está documentado neste link. ()
Basicamente Shirky deduz uma omnipotência reguladora impositora da parte de Nielsen, que acredita ter descoberto a chave que abre todas as portas, o método que torna qualquer site "utilizável", ergonomicamente resplandecente e até esteticamente atraente.
Shirky, por outro lado argumenta que a rede como entidade comunitária, desenvolveu "maus sites" tal como a natureza desenvolveu espécies que se tiveram que adaptar e tornar mais utilizáveis e utilizados sob pena de perecerem [serem ignorados].
A dialéctica forma_função é uma realidade no web design. Isso quer dizer que existem sites para tipos específicos de audiência; sites que perfazem o desejo de publicação de um só indivíduo... o que gera uma multiplicidade de trajectórias incongruente com a o método que Nielsen advoga. A forma_função é determinada pela relação designer_cliente, e é presunçoso, afirma Shirky, a imposição de um terceiro termo na equação. Uma entidade que sobre tudo e todos rege.
Por Kwame /Permalink
Grid computing, computação em rede, é de acordo com a Grid Information Centre, um modo para "...possibilitar a partilha, selecção, e agregação de uma grande variedade de recursos computacionais dispersos geograficamente." É, por outras palavras, uma tentativa de materialização da velha máxima da SUN, "A rede é o computador". Também é um reflexo dos padrões de descentralização utilizados com recorrência na "nova" realidade pear-to-pear.
Para lá da potencial generalização da Grid, a maior parte das intervenções públicas convergem para uma utilização das Grids na super-computação. A IBM define-o de um modo algo míope: GRID supercomputing é "... a aplicação de recursos de vários computadores numa rede de partilha convergindo num só problema." A própria MIT Technology Review considerou a tecnologia GRID uma das dez tecnologias que irão mudar o mundo."
Esta perspectiva é na minha opinião errada. A super-computação não vai preencher o pedestal que lhe estão a atribuir, isto porque a computação não é (nem por sombras) a mais importante das tarefas empreendidas pelos utilizadores no dia-a-dia com os seus PCs. Esta foi uma lição que aprendemos com os PCs e aparentemente parece que vamos ter que aprendê-la de nova com as GRIDS.
Os meus desejos nesta matéria implicam uma integração desejável com o domínio móvel.
Por Kwame /Permalink
Via: Fragments
Há quem argumente que existem dois tipos de websites. Aqueles que possuem um layout de parâmetros de escala fixos e aqueles que permitem o ajuste à janela do explorador. Liquid | design, [design fluido], particularmente quando implementado com CSS permite uma adequada adaptação do site ao explorador, independentemente das plataformas, até mesmo em aparelhos móveis.
Aqueles que pensam que esta aproximação é demasiado trabalho, ou vai contra premissas estéticas de concepção, pensem de novo. A Ars Thecnica efectuou uma sondagem onde conclui que 78% (14 de Junho de 2003) dos utilizadores prefere layouts fluidos no seu site.
Por Kwame /Permalink

"Uma Flash Mob aconteceu ontem em Roma, com um número estimado entre 100 a 300 pessoas. O acontecimento deu-se numa megastore de música e livros. Ao mesmo tempo que pediam aos empregados livros inexistentes inrompiam em aplausos. Dispersaram em seguida.
Aqui está a cobertura em Italiano efectuada pelo Jornal, la Repubblica
. A foto, cortesia da Repubblica, mostra os mobbers a evacuar a megastore."
Traduzido com permissão de cheesebikini.
Para quem desconhece o movimento Flash Mob, tratam-se de multidões espontâneas geradas electronicamente. Um email circula reunindo pessoas a uma determinada hora num determinado local. Os "ajuntamentos" não demoram mais do que alguns minutos. As pessoas não se conhecem.
Aqui vai um link para aqueles que quiserem relacionar os novos escritos de Rheingold com este "movimento social".
Por Kwame /Permalink
A Wired publicou um artigo entitulado Making Friendsters in High Places.
Tenho que admitir que acho fascinante ouvir pessoas fazerem referência umas às outras como Friendsters. "Oh, your Steve's Friendster." Isto denota como o Friendster não é uma lista de amigos, mas um conjunto indefinido e crescente de pessoas que conhecemos num contexto ou noutro.
+A análise comparative de Ross em relação a diferentes ferramentas.
Por Kwame /Permalink

Em Junho, o laboratório Linden abriu oficialmente a Second Life , uma comunidade 3D na rede, moldada na totalidade pelos seus residentes. Na Second Life, o Laboratório Linden é pioneiro em tecnologias realtime 3D streaming + técnicas de compressão avançada, permitindo a criação de um ambiente contiguo aos avatares, onde os residentes podem explorar um mundo em constante expansão; socializar; dar asas à imaginação, expressão e divertimento ímpares em sistemas análogos.
A palavra na rua diz que esta é a nova geração de MUDs/MOOs... Também será interessante acompanhar o que está a ser desenvolvido na There.com
Por Kwame /Permalink

Por Kwame /Permalink
Apofénia?
Apophenia[em inglês]: a percepção espontânea de ligações e sentido em instâncias onde não existe relação alguma; ver padrões onde de facto, nenhuns existem.
Esta palavra foi primeiro utilizada por K. Conrad, em 1958, imbuido então num contexto Jungiano. Voltou agora ao paladar das hostes cibernéticas muito devido ao último romance de William Gibson_ Pattern Recognitions. (Gibson, para os mais incautos, é o autor de _Neuromancer, obra seminal do cyberpunk.)
"Tem de haver sempre lugar para a coincidência, manteve Win. Se não houver, estás muito provavelmente em apofénia, a percepcionar cada coisa como parte de um todo englobante padrão de conspiração. E, enquanto te confortas com a simetria do experimento, acreditava ele, aumenta a tua probabilidade de ignorar a ameaça genuína, invariavelmente menos simétrica, menos perfeita. Mas que ele sempre soube,[Cayce] sabia-o, e tomava por óbvio que ali estava."
William Gibson, _Pattern Recognition
Por Kwame /Permalink
O Cache do Google está a levantar problemas de copyright. A notícia em news.com
é interessante na medida em que questiona o que acontecerá quando os advogados de licenciamento e direitos de autor perceberem o que o Google está a fazer. (Quando é que vamos perceber que as leis que protegem direitos de autor/IP carecem de uma revisão global para melhor se adequarem à era digital.)
Alguns gestores e operadores de sites tomam medidas e previnem digitalmente qualquer intrusão da parte do Google. O Google grava todas as páginas que os seus bichinhos (crawlers encontrem). Entre vários argumentos ressalve-se o facto de as páginas gravadas no cache do Google possuírem o potencial para redireccionar o tráfego dos sites de origem, ou , mais grave ainda, constituir uma violação às leis de direito de autor, licenciamento, marca registada... No caso de uma página de notícias cujo conteúdo sofre revisões, uma editora pode sofrer sanções criminais devido à perenidade dos falsos dados (gravados no google), mesmo que os tenha corrigido no site de origem.
Por estas e outras razões, os peritos em busca digital e advogados do direito autoral esperam que a problemática surja em tribunal, para se juntar à chusma de disputas de direitos autorais que pululam os tribunais devido à evolução tecnológica.
Por Kwame /Permalink
TouchGraph LiveJournal Browser V1.0 é a nova ferramenta de visualização para as redes sociais do Live Journal.
Por Kwame /Permalink

Um amigo apontou-me para um artigo antigo da Slashdot que fazia referência à visualização 3D do desenvolvimento do Kernel Linux. Processos de visualização despertam algo em mim. Imaginem que o sistema operativo de cada um permitisse este tipo de produção visual, poderíamos assim observar as consequências de natureza algorítmica despoletadas pelas nossas próprias acções. Visualização e... verbalização?
Por Kwame /Permalink
Uma das minhas colegas estava a tentar quantificar blogs (quantos, com que frequência, etc...) e eu avisei-a que ela devia primeiro estabelecer uma definição clara de blog (porque eu desconhecia alguma). (...)
Aparentemente na semana passada, Jill Walker propôs uma definição de blog para a Enciclopédia Routledge de Teoria Narrativa. A resposta de Andrew o Baoill é particularmente interessante porque este sustenta que os blogs existem numa comunidade de contexto. Assim, os blogs não tratam simplesmente de produção de informação, mas conseguimos deduzir algo sobre o papel do leitor.
Por Kwame /Permalink
