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Uma exposição inédita em Portugal com obras inspiradas na ciência e na biologia está patente até 18 de Outubro na Galeria António Prates, em Lisboa.
«Bioarte - Uma nova forma de arte» é o título de uma exposição de obras inspiradas na ciência e na biologia, que está patente na Galeria António Prates, em Lisboa.
Entre os vários trabalhos aqui apresentados destacam-se uma instalação comandada por peixes, pinturas feitas por robôs e pequenas peças baseadas em princípios da genética.
Organizada pelo artista plástico Leonel Moura, que se tem dedicado à criação de robôs-pintores, a mostra conta com a participação de Harold Cohen, Ken Rinaldo, Christa Sommerer, Harold Mignonneau, Casey Reas e Suzanne Anker.
Apesar de ser uma forma de arte com pouca expressão em Portugal, a bioarte tem fascinado Leonel Moura, que começou a interessar-se pela ciência na década de 80, e há cerca de quatro anos apresentou os seus robôs pintores.
«São poucos os artistas que fazem bioarte. Actualmente devem existir talvez algumas dezenas em todo o mundo», afirmou à Lusa o criador, defendendo que este tipo de expressão artística vai despertar cada vez mais interesse e tornar-se a arte do século XXI.
Inscrevem-se nesta corrente artística abordagens muito distintas, de onde resultam obras inspiradas pela ciência; pela biologia - sobretudo pela genética; ou pelos mecanismos da vida (a forma como os seres vivos se organizam, desenvolvem, evoluem e adaptam ao ambiente).
«A forma como a natureza funciona tem vindo a influenciar alguns artistas para usar estas ideias e produzir arte», explicou Leonel Moura, lamentando que estas criações ainda atraiam pouco a atenção dos museus e das galerias.
O facto não o impediu de organizar em Portugal esta exposição que reúne seis artistas «marcantes» nesta área, de várias nacionalidades, como é o caso de Harold Cohen, artista que reside nos Estados Unidos da América.
«É um pioneiro e muito considerado no meio porque foi o primeiro a criar um robô pintor nos anos 70», frisou Leonel Moura, classificando Casey Reas como outro artista interessante.
Reas é o jovem autor de um programa com características de vida artificial que produz pinturas e desenhos.
Esta exposição colectiva está aberta ao público até 18 de Outubro.
