o nogome está em fase de re-estruturação.
Cientistas norte-americanos estão a desenvolver um sistema que poderá permitir que as pessoas "teletransportem" uma reprodução sólida tridimensional de si mesmas através da internet.

Todd Mowry e Seth Goldstein, da Universidade Carnegie Mellon, no Estado da Pensilvânia, acreditam ser capazes de replicar, num formato tridimensional, objectos feitos de pequenos "átomos" sintéticos. Neste processo, as câmaras registariam o movimento de um objecto ou de uma pessoa, sendo estes dados depois usados para estimular outros pequenos objectos à distância, que então se agregariam para produzir uma imagem exacta do objecto original.
Os investigadores chegaram a esta conclusão através de um processo conhecido como "claytronics", uma técnica de animação que implica pequenos movimentos de objectos de argila que são filmados frame a frame. De acordo com os cientistas, esta técnica foi usada, por exemplo, no filme de animação «Wallace and Gromit». "Achamos que esta era uma boa analogia para explicar o que planeávamos fazer", afirmou o professor Todd Mowry, em declarações à BBC. "Quando se vê um objecto criado através desta ténica, é um objecto real e parece que se está a mexer sozinho", explicou Mowry, acrescentando que "no nosso caso, a ideia é ter uma argila computorizada, de forma a permitir que o objecto se mexa por ele próprio". Desta forma, "se o objecto original for um cão e quisermos que ele se mexa, ele vai realmente mexer-se. Mas será um objecto sólido e não uma imagem ou um holograma ou algo do género", esclareceu.
Há já muito tempo que os fãs de ficção científica se interessam pela ideia do teletransporte – para onde um objecto, ou mesmo um ser humano, é transportado quando deslocado, instantaneamente, de um local para outro.
Seth Goldstein prevê que os objectos originais submetidos a esta técnica sejam recriados no futuro com "nanodust" – objectos minúsculos que poderiam ser programados para se juntarem e se moverem. No entanto, actualmente os investigadores estão tentar que o sistema funcione com objectos maiores, do tamanho de uma bola de pingue-pongue. Quanto ao projecto original, era criar possibilidades de interacção, cara a cara, com pessoas que se encontram em locais diferentes.
Certo é que, segundo Todd Mowry, "não podemos teletransportar ninguém nem ninguém vai viajar de um lado para o outro". E salientam que o que acontece é que as câmaras vão captar algo num lugar com o objectivo de o reproduzir num outro local.
