o nogome está em fase de re-estruturação.
Caixotes do lixo que falam e bancos de jardim que cantam instalaram-se nas ruas de Cambridge.
Os visitantes de um novo parque público da cidade de Cambridge vão ficar surpreendidos com este projecto que destaca o carácter lúdico da Arte.
À primeira vista, este pode parecer um parque como qualquer outro, com espaços verdes, meia dúzia de bancos instalados e o mesmo número de caixotes do lixo. Mas estas peças de mobiliário urbano são únicas e prometem animar as ruas da cidade.
Trata-se de uma série de bancos de jardim e de caixotes do lixo robóticos que, para além de prestarem os serviços habituais à comunidade, respondem a perguntas sobre a meteorologia, cantam, soltam gargalhadas, e podem deslocar-se pelos espaços, interagindo com as pessoas que passam e entre si.
Um dos seus criadores, Andrew Shoben, da Greyworld, revelou à BBC que cada um destes objectos tem uma personalidade única, que se vai desenvolvendo com o tempo, pelo que não é de estranhar que um dado banco se aproxime mais de um determinado caixote.
Refira-se como curiosidade que estes bancos ficam tão «felizes» por servir de assento a alguém que procuram situar-se em espaços que os destaquem e os tornem mais atraentes para as pessoas que por ali passeiam. Assim, quando chove, é possível vê-los deslocarem-se até áreas mais secas e protegidas das intempéries.
Pelo contrário, quando faz sol «estacionam» numa zona com sombra.
Com a intenção de atrair para junto de si pessoas que queiram descansar, estes caixotes inteligentes também costumam formar padrões enquanto se deslocam.
Quando o dia nasce solarengo ou quando a maioria dos bancos está ocupada, estes revelam os seus dotes artísticos e desatam a cantar em coro. Por vezes até os envergonhados caixotes se juntam a este grupo com as suas vozes de soprano.
Apesar de também terem o dom da mobilidade, os caixotes do lixo são, segundo os seus criadores, um pouco mais solitários.
Estes robôs utilitários, dotados de sensores e alimentados a energia solar, preferem a companhia dos seus «pares» e um sítio sossegado para trabalhar.
Paul Bogen, artista e director executivo do The Junction, grupo artístico que patrocinou o projecto, acredita que, pelas suas características, este equipamento vai conseguir manter-se a salvo dos ladrões.
Este projecto foi concebido pela Greyworld, um colectivo artístico londrino, e financiado pela Arts Council, organismo inglês de promoção artística que distribui o dinheiro público do Governo e da lotaria nacional.
