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http://www.3dfunchal.com/Homepage.aspx
Funchal é a primeira cidade portuguesa 3D
A capital da Região Autónoma da Madeira é a primeira cidade portuguesa que pode ser visualizada a três dimensões, na internet.
O Funchal tornou-se a primeira cidade portuguesa que pode ser vista, na internet, a três dimensões. O feito foi conseguido graças ao lançamento do portal 3D Funchal, onde os cibernautas podem passear pelas ruas, jardins e monumentos da cidade, sem sair do seu computador.
A iniciativa partiu da Câmara Municipal do Funchal, que se associou à 3D CITIES, uma empresa com sede em Lisboa que desenvolve e implementa o conceito de regiões e cidades digitais. Este conceito assenta na passagem do plano físico para o plano digital da informação nuclear produzida diariamente por todas as forças vivas, de uma cidade ou região, segundo o modelo de «toda a cidade num só portal».
Por enquanto, a aplicação desta cidade cibernáutica está em fase de testes e há muitas opções que ainda não funcionam.
Mas, segundo os criadores do portal, em breve será possível voar sobre a cidade, enquanto se consulta um mapa a duas dimensões.
Visitar um hotel, um local para se divertir ou seleccionar a estadia ideal são outras das possibilidades que esta página vai oferecer. Quando o 3D Funchal estiver finalizado, o cibernauta vai poder andar pelas ruas, ver as montras, entrar em edifícios públicos e privados.
Este projecto foi desenvolvido durante mais de um ano por uma equipa constituída por web-designers, cartógrafos, marketeers, engenheiros informáticos e gestores de conteúdos. O investimento rondou os oito milhões de euros mas valeu à cidade madeirense um título pomposo (o de primeira cidade portuguesa a 3D).
José Vieira Marques, administrador-delegado da 3D Cities, revelou-se entusiasmado com o resultado e promete para breve novas «andanças pelos caminhos de Portugal». A cidade de Leiria e a vila de Marvão podem ser as próximas localidades a estarem geo-referenciadas num portal do género.
«Até hoje, ninguém conseguiu fazer isto», disse este responsável ao «Diário de Notícias», salientando que existem «projectos parecidos nos Estados Unidos e Japão».
Futuramente, este portal quer iniciar a comercialização de produtos em tempo real, através da instalação de webcams nas lojas, embora isso vá depender do «volume de informação que cada empresa quer dar aos utilizadores».
As autarquias consideram que o site pode ser útil em termos de planeamento urbanístico, já que permite calcular «os impactos visuais e volumetrias, evitando a dispersão de informação, e as mudanças são submetidas ao escrutínio público».
