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Matt Webb processamento visual e ciclo metabólico : Narrativas Multimédia

Não é fácil traduzir este chorro de pensamentos de Matt Web. Vislumbro alguma genialidade na sua natureza por isso tentei, mas não acabei.


O processamento visual parece, em minha opinião, servir dois propósitos. Um é a montagem de um mundo que é facilmente "abstrável"( a origem da semiocracia em acção e talvez do espectacular). Criamos objectos, texturas em objectos — ou melhor, criamos fronteiras e superfícies — partindo de condensações, potenciais, localidade e desdobramento.

Quando discutimos o universo, estamos a discutir a organização da percepção humana + sociedade. universo + tendências e consolidações. Mas não nos podemos esquecer que isto significa que o universo é capaz de bastante mais do que nos é visível, e por consequência também o somos quando alteramos os nossos "pontos de vista". De qualquer modo, creio que de momento, muita filosofia está a colapsar na neurociência.

Quero dizer, existem superfícies, superfícies existem na percepção humana + universo. "Macaco" é uma superfície. Uma plataforma onde pequenos ajustes podem geram orangotangos ou Homo Sapiens. Tudo isso sucendendo-se por de baixo, e nós como ondas no oceano. O meu laptop como a crista da onda: Cada tecla que pressiono é um byte, mas um grande número de Bits de Surpresa (Moravec), a surpresa é paseada no ponto de vista. Está a tecer um milhão de posições ao mesmo tempo, está a produzir uma tecido onde posso escrever. Um shockwave. Uma plataforma de qualquer modo. (Acham que vamos ser ultrapassados pelo macaco Unix? Os macacos tornam-se os monges na nossa positiva humanidade símia. Muitas vezes o isomorfismo profundo não interessa. Muitas vezes sim, interessa.)


A outra tarefa do processamento visual é o jogar informação fora. "O que fazer com demasiada informação é o grande enigma do nosso tempo." (Zeldin, An Intimate History of Humanity, p18) Existem muitos mecanismos para fazer exactamente isso. Heurística "ligada à tomada" sobre o que interessa e não interessa. Acontece numa escala pequena (movimento). Mas de qualquer modo podemos observar a mimesis a começar numa escala pequena (as pessoas são influenciadas pelas respostas nas palavras cruzadas, mensuravelmente assim; parelhamento semântico.), e isso é escalado a um ponto onde se torna nato à mesma sociedade que que se revê nos vídeos, no complexo índustria/militar. O filtro humano, que implica direcção (peço desculpa, também não é isto que quero dizer) também sofre o escalonamento, e deixa-nos vislumbrar as nuances em luzes que se movem e se parecem com pessoas, ou serão outros níveis superiores? Ultrapassamos com o nosso olhar certas situações socialmente patológicas porque ainda não evoluímos para vê-las. A Pós-humanidade será capaz de escutar os harmónicos sociais como o oceano escuta uma tormenta que se avizinha. A literatura será visceral, tal como a sinestesia o pretende desde já ser.

Podemos aprender lições em como jogar fora informação. As duas tarefas perceptivas são combinadas. As superfícies são um óptimo modo para jogar a informação para que esta rodeie e viva à volta dos objectos; ver os interiores pressupõe habilidades que requerem aprendizagem. Talvez depois de um milhão de anos a evoluir como carpinteiros e escultores seríamos capazes de vislumbrar os interiores. Mas na maior parte, estes existem para jogar informação tornando possível a comunicação. Todos partilhamos as mesmas chaves semânticas (aliás, apanhamo-las em bébés, e talvez seja isso que os bébés choram. Uma comunicação através de larguras de banda consideráveis até ao momento em que a troca da chave pública tem lugar. Os vestígios do cordão umbilical a traduzir comunicação química em vibração do ar. Ruído não, mas sim sinal puro: telemetria humana, os únicos momentos na nossa vida em que comunicamos assim de um modo tão completo com outra pessoa. O sistema visual do nosso cérebro é tão "conhecido" pelo linguagem e cognição como a janela de frequência no qual o ar transparente é "conhecido" aos nossos olhos. O proto sistema visual assumia que a luz provinha do topo do campo visual. Óculos poralizados assumem que a superfícies reflectora é plana e aponta para cima, partindo da metade inferior do eixo da cabeça. (Popper, expectations. Continuums of Knowing, like Dennett's continnums of free will.) Marcos existem no mundo real, mas só porque a percepção assume no hipocampo que o algoritmo que permite distinguir o marco do resto é robusto a alterações de ambiente e responderá sempre de uma forma consistente, seja qual for o cérebro onde este está alojado (isto para que os marcos possam ser comunicados, o hipocampo age como um relógio de pulso, facultando o conhecimento do tempo a todos quantos o utilizarem). As nossas cidades são instâncias desdobradas a partir do hipocampo, tal como um jogo de Ludo. Regras de jogo + comportamento social + história. Superfícies, ha!

A inteligência é distribuida através do ambiente porque jogamos informação fora. Na escala grande (luz de cima), na escala pequena (sabes as horas mas ainda não olhastes para o relógio). Objectos artificiais, criaram interfaces que não obedecem à distância, não obedecem à sua natureza de objecto, ou textura: ou são confusos, ou, se bem utilizados, ilusões muito proveitosas (televisão).

Também estou interessado no estado metabólico. É um sistema auto-poético (auto-criador, um sistema evoluído que atingiu este ponto), com componentes alopoiéticos (partes que não conseguem existir por elas mesmas mas que são usadas para criar algo distinto em relação ao sistema autopoiético). Uma analogia: a sociedade humana (auto); carros (alo). Uma não-analogia: o ciclo metabólico (auto); seguros de vida (alo).
Precisamos do ciclo completo para que o ciclo exista. Não existe príncipio ou fim. É como na vida de Conway(http://www.bitstorm.org/gameoflife/). Existe, prossegue, cicla, emite planadores (pessoas) que vão até ao infinito, um efeito secundário do ciclo. (Mas não opcional. As tranformações são sempre conservadas. Se o plano da Vida não fosse infinito, poderiam os planadores poluir/gravar, e poderia a vida na Vida, eventualmente emergir?)

O ciclo é consubtanciado na vida, e passa de uma instância para a próxima sob a forma de químicos. Serão estes químicos o ciclo? Não. São apenas fatias de uma organização, do mesmo modo que o ecrã do meu portátil é uma fatia da montagem humano-computador-internet-sociedade-história-equação-solução. Ambas são fáceis de referir como fatias, sesm importância alguma a não ser semiótica (do mesmo modo que o mecanismo de selecção 'atenção' possui relevância semiótica, mas nenhuma existência substâncial no cérebro).

De qualquer modo, um destes químicos importantes é o ácido cítrico.

continua em inglês


Por Kwame /Permalink
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