o nogome está em fase de re-estruturação.
"O ciberespaço é um recurso para ser partilhado por todos."
World Summit on the Information Society (WSIS).
Oquestionário da ITU é algo retórico, mas deixa algumas questões pertinentes no ar:
Assim esboço a seguinte meada. Se o ciberespaço é um recurso de todos, não caberá aos governos um papel exclusivo na distribuição e legislação de acesso, enquanto os privados se posicionam no próprio ciberespaço, no conteúdo? Durante bastante tempo pensei assim.(...) O advento do wi-fi veio alterar, ou pelo menos questionar este cenário. Pois agora cabe ao domínio privado a distribuição do sinal, a facultação de pontos de acesso.(...) O domínio privado a que me refiro é o de indíviduos e comunidades e não de interesses económicos. Para que o ciberespaço seja um recurso de todos, a realidade do acesso livre e incondicional tem que ser posta em prática. Hotspots pagos devem ser raros e pontuais, e só uma política activa da parte dos indivíduos o pode realizar. Nos EUA o intervencionismo cívico fez com que as pessoas se juntassem e libertassem o sinal wi-fi muito antes do que qualquer interesse económico o pudesse dominar. Assim, caminho pelo central park e ligo-me à rede sem ter que pensar em custos. Em Portugal os interesses económicos de poucos, barraram desde muito cedo a libertação do sinal. O advento wi-fi prolonga e confirma essa realidade. 5 euros por hora em alguns hotspots na zona metropolitana de Lisboa, não me conformo. Sabendo de antemão que o investimento é irrisório e muitas vezes pago com fundos communitários. Se o interesse económico se posicionar entre o indíviduo e o acesso, em vez de exclusivamente no ciberspaço, então pensar no ciberspaço como recurso partilhado por todos trata-se de um exercício de retórica, sem visão, sem conteúdo.
[via ictology.net]
