o nogome está em fase de re-estruturação.
Primeiro uma conversa entre Marek Walczak & Martin Wattenberg.
Martin Wattenberg, em Artport, um site criado pelos responsáveis do Whitney Museum for the American Arts de NYC para albergar manifestações artísticas de, e para a rede, cria Net Art Idea Line. O seu projecto mostra-nos que desde o início[*] que a Net.Art busca multiplas direcções, pois porque mais do que um meio, a net é um ambiente único que alberga e sustenta muitos e distintos media. Programação, animação, audio, vídeo, comunidades... Cabendo ao artista explorar as possibilidades combinatórias do meio. Gostaria que explorassem os projectos em exposição, sabendo que o mais recente, da Andrea Polli, cruza a arte e a ciência de uma forma muito interessante.
(...)
[*]O período heróico da net.Art situar-se-á e terá como limites 1994 e o ano 2000. Desde então, a tarefa de tentar abarcar toda a actividade criativa que se produz nesse domínio é muito difícil.(...) Por isso, e enquanto não elaboro um documento mais estruturado, deixo-vos Natalie Bookchin e Alexei Shulgin, numa "Indrodução à net.art (1994-1999), onde elaboram:
1. Definição:
a. A net.art é um termo que se define a si mesmo, criado pela disfunção de uma peça de software e utilizado originalmente para descrever a actividade artística e comunicativa na internet.
b. Os artistas tentavam quebrar as disciplinas autónomas e as classificações decrépitas impostas a algumas práticas artísticas.
2. 0% de compromisso
a. Mantendo a independência das burocracias institucionais.
b. Trabalhando longe da marginalidade, tentantdo angariar uma audiência substancial, comunicação, diálogo e subversão.
c. Iniciando caminhos à margem de valores decadentes provenientes de um sistema teórico e ideológico estruturado.
d. T.A.Z. (temporary autonomous zone) nos finais dos anos 90. Anarquia e espontâneidade.
3. Prática e teoria.
a. O ideal utópico do desaparecimento do vazio existente entre a arte e a vida quotidiana, foi conseguido, quem sabe pela primeira vez, e convertido numa facto para uma prática diária.
b. Levar mais adiante a crítica institucional: coma qual um artista/indíviduo pode situar-se ao mesmo nível que qualquer instituição ou corporação.
c. A prática da morte do autor.
Agora a definição das figuras específicas da net.Art.
1. Formação de comunidades de artistas à margem de nações e disciplinas.
2. Inversão sem interresses materiais.
3. Colaboração sem considerações pela apropriação de ideias.
4. Privilégio da comunicação sobre a representação.
5. Imediatez.
6. Imaterialidade.
7. Temporalidade.
8. Acção baseada num processo.
9. Actuação sem preocupação ou receio perante consequências históricas.
10.Parasitismo como estratégia.
a. Movimento que surge nos campos primários de alimentação da rede.
b. Expansão até às infra-estruturas que possuam ligação ao quotidiano palpável.
11. Abolição das fronteiras entre o público e o privado.
12. Tudo é uno.
a. A Internet como meio para a produção, publicação, distribuição, diálogo, consumo e crítica.
b. Desintegração e mutação da figura do artista, comissário, escritor, audiência, galeria, teórico, coleccionista de arte e museu.
