o nogome está em fase de re-estruturação.
Porquê o meu enfoque constante em redes, na rede? Talvez porque a internet é uma rede...humm.
Aos designers gráficos(grande parte de vós), foi incutido um respeito pela tipografia, respeito esse que advém da desconstrução metodológica e processual da mesma. Da sua contextualização num espaço e num tempo. Tiveram depois que construir a vossa própria tipografia, algures no meio sossobraram e concluiram: isto é de loucos. Engenharia de redes é das disciplinas mais humanas que conheço, o que muito artificialmente a torna de loucos. O nosso próprio funcionamento neuronal é em rede, uma rede de natureza rizomática e computacional sem paralelo, salvem-se as devidas excepções. Possuimos redes de amigos, de negócios. Redes telefónicas, de água, electricidade, abastecimento alimentar, redes culturais, metropolitanas, férreas, aéreas... O nosso habitus é produto de um cruzar constante de redes. Estou algures na baixa, por baixo de mim o metro movimenta-se, por cima aeronaves, pombos na sua rotina, apanho um eléctrico cuja rede está predefenida, vejo duas caras que memorizei através da rotina. São duas senhoras da função pública que apanham o eléctrico sempre à mesma hora, no mesmo lugar. O simples facto de perfazerem os mesmo caminho todos os dias faz-me pensar em redes. Se soubesse para/por onde iam, e esse destino/percurso me conviesse, já que é efectuado de um modo tão rotineiro, talvez lhes pudesse entregar a carta que me fez apanhar hoje de propósito este eléctrico, e elas mesmas a pudessem entregar.
As redes para serem visualizadas têem que ser cartografadas. Novos modos de visualização de redes... Qual é o papel da narrativa na rede, nas redes que acabei de frisar?
Não se esqueçam que a natureza da rede depende também dos objectos que transporta, sendo que as próprias redes podem não possuir vias [pré-definidas] mas somente veículos que no seu movimento geram a própria rede.
