o nogome está em fase de re-estruturação.
Em baixo traduzi [para incentivar a leitura] a primeira página do ensaio "Generation Flash". Já tivémos oportunidade de visitar alguns dos sites aqui mencionados. Vale sempre a pena revisitá-los.
Este ensaio consiste num número de segmentos que observa o fenómeno da "flash graphics" na Web, fenómeno esse que atraíu muita energia criativa nos últimos anos. Mais do que um mero resultado de software/hardware em particular (baixa largura de banda exigiu o recurso a uma realidade vectorial), a estética Flash exemplifica a sensibilidade estética de uma geração. Trata-se de uma geração que não quer saber se o seu trabalho é arte ou design. Trata-se de uma geração que já não está interessada na crítica ("media critique") que tanto preocupava artistas media das duas últimas décadas; está por outro lado preocupada com a crítica do software. É uma geração que escreve o seu próprio código de software para criar o seu próprio sistema cultural, em vez de utilizar amostras dos media comerciais. O resultado é um novo modernismo na visualização de dados, "vector nets", redes de píxeis e setas: o design Bauhaus ao serviço do design de informação. Ao invés do assalto barroco aos media comerciais, a geração flash serve-nos uma estética modernista aliada à racionalidade do software. O design de informação é utilizado como ferramenta para distrinçar a realidade enquanto que a programação se torna uma ferramenta de poder.
Este artigo é sobre a Geração Flash e não sobre sites feitos com o software Flash. Isto porque muitos dos sites que me inspiraram a pensar em "estética flash" não são necessariamente feitos com flash; utilizam shockwave, DHTML, Quicktime e outros formatos multimédia. Assim, as qualidades que abaixo descrevo como sendo específicas à "estética flash" não são únicos a sites Flash.
