o nogome está em fase de re-estruturação.
Então continuamos a construir estruturas para que os utilizadores passeiem... O que acontece é que esses passeios não são de todo estruturantes, pelo contrário. Deixamos de falar do utilizador e começamos a falar em massas. A minha perspectiva é de facto parcial, pois sou utilizador e não possuo nenhum centro comercial. O próprio conceito de centro comercial (fazendo todo o sentido em zonas onde o clima não permite os passeios na rua), não faz sentido algum no caso de Portugal. Acho mais interessante o conceito e realidade de confraria remanescente da idade média, que se verifica por exemplo na Baixa Pombalina. Onde numa rua encontro sapateiros, noutra correiros...(estou a exagerar um pouco) mas tomem o exemplo da cidade de Veneza, não possui metade dos centros comerciais que nós possuimos — as ruas enchem-se de gente, de lojas únicas, cuidadas, lindas... Os centros comerciais, como estruturas centralizadoras, vão um pouco contra uma estrutura aberta e rizomática como a própria internet (isto para voltar ao nosso contexto). Será que o vazio que criam à sua volta compensa os preços que praticam...? Cabe a quem possui o poder executivo tomar em conta alternativas, porque são reais e existem se começarmos a focar energias em estruturas de distribuição mais baratas (rede) em vez de nódulos espectaculares (centros).
[Já que passeiam tanto assim os "utilizadores" pelos centros comerciais, porque não tornar esses passeios mais interessantes. Fazer as compras no Colombo montado num pónei... sim, toda a gente de pónei, sim, definitivamente, isto porque além de tornarem as compras e o contacto social mais interessante, os dejectos ajudariam a que a artificialidade do local se convertesse lentamente em algo mais orgânico.]
