Um breve momento de reflexão sobre a reciclagem.
No outro dia encontrei lá em casa, na lata reservada ao papel para reciclar, o "The Sun", infame jornal britânico, mais famoso pelas mamas da terceira pagina e pelas fotos dos paparazzi do que pela analise da crise no Médio Oriente ou a recente quebra do dólar.
Pasmei. Mas será que eu quero viver num mundo onde se recicla o The Sun?! Será que queremos mesmo que algumas atrocidades da nossa sociedade sejam guardadas para as futuras gerações, nem que na forma de bicarbonato de sódio? Pois com certeza que não! E pergunto-me, talvez seja tempo de repensar esta estratégia global de sustentabilidade que nos aconchega a consciência, e parar para pensar no que NÃO QUEREMOS ver reciclado. Não haverão produtos que, dado o escárnio e a gonorreia que provocam nas nossas mentes, sejam dignos candidatos a uma cremação rápida e segura, assegurando-nos assim que partículas outrora conspurcadas pelo conceito ou pela palavra venham mais tarde a fazer a sua aparição, quem sabe no papel higiénico que protege os nossos mais íntimos recantos de dignidade?
Aqui ficam algumas proposta para o que NÃO deve ser reciclado:
- The Sun ou o 24horas. Ora aqui esta uma excelente oportunidade para poupar espaço no contentor azul.
- O Blitz, especialmente as iluminadas paginas dos concert reviews. Uma fogueirinha sabe sempre tão bem...
- O catalogo musical dos Silence4. As toxinas libertadas por aquele plástico inquinado seriam muito perigosas para o ouvido humano. Proponho uma sonda a Júpiter com espaço extra para bagagem de porão.
- Os relatos da TSF e toda a programação da radio cidade. Eu proponho demolir as respectivas sedes.
- As camisolas da Lacoste. Há algo que me deprime profundamente naquele produto. Serão as cores pálidas art deco? Será o preço absurdo? Será o lagarto bizarro? Será o pretensiosismo neo burguês ou o estrato social? Eu tenho para lá umas quantas, mas nem aos sem-abrigo vou dar aquilo. Assim que fizer frio, um camisolinha daquelas direitinha ao lume! Ai que aconchego...
Welcome to my ongoing diary of thoughts and projects.
Here I sketch the storyboard of 2 characters, trapped in my body and linked to the world through my senses. They control my brain in a constant search for life waves, the eternal energy that feeds their souls.
Gummavitta is the explorer, the architect and the scientist. He searches the hemispheres of the earth, the mind and the human condition.
Mummagumma is the traveler, the painter and the dancer who collects Gummavitta´s experiences and memories and applies them to achieve connections. Connections with himself, which means you and I, us and them.

nao havera um espacinho la na fogueira para os livro do santana lopes ou as opinioes do poncio monteiro ? ;)
enkuanto arquitecto ainda estou a espera k ganhes um premio e te superiorizes ao sisa, mas enkuanto amigo e dificil superiorizar-te !
route 66 espera-nos para um grd trip numa ainda mais profunda journey....;)
Posted by: Marcos