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the month's entries

I guess I've always been very conscious of time. Units of time have been agreed upon, but each individual relates to those in a different manner. How can technology empower individuals so these may be increasingly aware of social performance as a constant negotiation of slightly desynchronized time units as opposed to constantly try to impose a unified rule of time.


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LA PANAMERICANA » Day 9
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LA PANAMERICANA » Day 1
RECICLAGEM
LA PANAMERICANA » Day 9 : : La Panamericana

La frontera

San Pedro de Atacama - Chile » Alt. 2500m
A Argentina ficou para tras. O altiplano arrgentino superou qualquer espectativa, por mais audaz e ambiciosa que fosse. Foi intenso e surreal.
Na encruzilhada da fronteira esperava-nos o Chile. Tenho uma forte atraccao pelo Chile. Pela sua historia e geografia, pelos Andes, pela ilha da Pascoa, pela Patagonia, mas sobretudo pelo deserto do Atacama. E finalmente cheguei ao Atacama... Basicamente é o lugar mais seco do planeta. A paisagem assemelha-se ao nosso imaginario lunar, e o tempo e as distancias tomas um significado muito diferente do europeu.
Vimos o por-do-sol no valle de la Luna. O nome diz tudo. Foi um espectáculo magnifico, com a linha do sol a esconder suavemente vulcoes e vales, enquanto um frio na espinha nos percorria lentamente.
Antes disso, fui entrevistado para o Discovery Channel, para um programa sobre San Pedro. Acho que me portei bem. Enquanto eu era entrevistado, o Kwame apostou com o Tupak 10 000 pesos em como eu diria em algum momento "Pink Floyd". Recuso-me a esclarecer quem ganhou.
Amanha partimos para a Bolivia, e ai, tudo pode acontecer...
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San Pedro de Atacama - Chile » Alt. 2500m
Argentina is behind us. The altiplano blew away any expectations I had, no matter how ambitious it could have been. It was intense and surreal.
At the border's crossroads, Chile was waiting. Chile gathers my imagination, because of it's history and geography, because of the Andes, Easter Island, the Patagonia, but mainly because of the Atacama desert. And finally I reached the Atacama... Basically it's the dryest place on earth. The scenery comes amazingly close to our vision of the moon, and time and distances take a very singular significance, when compared to Europe.
We saw the sunset at the Moon Valley. The name says it all. It was a magnificent display, with volcanoes and valleys being slowly hidden by a shadow millions of miles long, or so it seemed to me. The scale of the Atacama is something I cannot describe.
Moments before, I was interviewed for the Discovery Channel. They were shooting a show about San Pedro. I think I was up to the task. While the interview was happening, Kwame bet 10 000 pesos with Tupak, as I would at some point mention Pink Floyd. I refuse to say who won.
Tomorrow we leave for Bolivia, and there, anything can happen...


LA PANAMERICANA » Day 7 : : La Panamericana

El Poderoso

Purmamarca - Argentina » Alt. 2100m
No Altiplano os rostos mudaram. Agora sao as peles de tons vermelhos escuro, com olhos rasgados e cabelo negro escorrido, que pontuam as ruas. Chegamos ao ponto de partida, em busca da cultura Inca. Ha uma simpatia impregnada nos sorrisitos, e um desinteresse pela futilidade de estilos contemporaneos ou relogios de ouro. Nao ha dinheiro para isso, mas tambem nao lhes interessa. E ainda bem.
O plano era comprar um cangalho usado e leva-lo ate ao Peru, por sierras e valles. Sempre pensamos que aqui um Renault 12 seria ao preco da chuva. Erro. Aqui os carros desvalorizam pouco. Um carro, enquanto exercer a sua funcao de transporte, eh um carro, e nesse sentido um bem precioso. Mais uma vez nao eh o status social que impera. Cada vez gosto mais destes tipos.
Plano B: Alugar um carro para correr o Altiplano e seguir depois para o Chile de Bus. E que belo plano! O carrito transformou-se em El Poderoso, enquanto engole quilometros infinitos de estradas de po e pedra, por entre os mais belos vales que ja vi, ladeados por montanhas monstruosas mas requintadas, vaidosas perante a imensidao do vazio nas suas tonalidades garridas. Descrever em pormenor algumas destas paragens seria tao produtivo como explicar a uma miuda a regra do fora-de-jogo (as que conhecerem, ignorem esta passagem). As imagens da minha maquina nao valem nada comparadas com a cascata de emocoes que vivi ao chegar ao valle Tin-Tin, onde vi a paisagem mais bela e monumental da minha vida (incluindo o estadio da Luz), com milhoes de cactos espalhados como queijo Gorgonzolla na pasta ai Tortellini.
A partir de 3000m de altitude, os cactos desaparecem e dao lugar as mais intergalacticas exposicoes da Mae Natureza. A partir dos 4000m, eh a Lua que nos acolhe, com os Llamas e os Burros curiosos que nos fitam.
Viva a liberdade.
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Purmamarca - Argentina » Alt. 2100m
In the Altiplano, faces change. Now their skin is coloured with dark reds, slashed eyes and dripping dark hair, flooding the streets. We have reached the starting point, in search of the Inca culture. There is a coolness all round their smiles, and a lack of interest for empty style or pointless fashion. There is no money for that, but they wouldn't care anyway. Cool Incas.
Plan A was to buy a cheap old tin and drive it all the way to Peru, through sierras and valles. We always thought a crappy Renault 12 would cost us a bag of chips. Mistake. Here cars don't lose value like in Europe. A car, for as long as it can transport and basically move (no matter how much in need of a permanent retirement), is a car, and therefore a precious valuable. Again, it's not the social status ruling. I'm getting more and more into these guys.
Plan B: Rent a car to explore the altiplano, and then cross to Chile by bus. And what a great plan it turned out to be! The little car became El Poderoso, as it swallowed infinite miles of dust and rocks, between some of the most beautiful valleys I've even seen, sided by monstruous yet posh mountain tops, dressed in wonderful colours to seduce the imense emptyness before them. To describe some of these landscapes in detail would be as pointless as explaining a girl the off-side rule. (for those who do know, please forget this last chapter). The pictures on my camera worth nothing, compared to the cascade of emotions I felt when confronted with the Tin-Tin valley, where I saw the most beautiful and crushing scenery of my life, with millions of cactus' placed randomly like Gorgonzola cheese on pasta ai Tortellini.
From 3000m on, the cactus' dissapear to the most intergalactical exhibitions of Mother Nature. From 4000m, it's the moon, with herds of curious Llamas and donkeys suspiciously looking at these astronauts. Viva a liberdade.


LA PANAMERICANA » Day 5 : : La Panamericana

El Altiplano

Salta - Argentina » Alt. 1150m
Buenos Aires terminou em familia. Do ultimo dia ficou a memoria do bairro de Boca, e do primeiro momento de verdadeira adrenalina. Escapamos...
Devo ainda acrescentar que fomos a um festival de cinema documentario sobre a America indigena. Cada bilhete de cinema custou 0.40 pesos. Isso equivale a uma sessao de cinema por 10 centimos... Para os pragmaticos, aqui tambem se aposta na cultura.
Chegados em mais um voo atribulado a Salta, no Noroeste argentino, ao entrar no hostal, estava a passar a Wish you were here, e em sequencia para a Shine On Parte II, ou seja, o alinhamento do album original. Pasmei. Perguntei ao tipo, mas afinal estas a ouvir o album todo? "Seguro! Pink Floyd se deve escuchar todo de seguido". Argentina te amo.
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Salta - Argentina » Alt. 1150m
On the last day in Buenos Aires, we went to the Boca quarter. That was the first moment of sheer adrenaline. We barely made it out of there!...
We also went to a documentary film festival, about the Native America. The tickets were 0.40 pesos. That's 6 pence. Feel free to meditate on that.
After that we flew to Salta, in Northwest Argentina. Again a troubled flight, but as we entered the hostel, Wish you were here was loud on the speakers. And then on to Shine On Part II. "Damn!" I thought, they are playing the whole album! So I asked the guy. He replied that's the only way to listen to Pink Floyd. Argentina, te amo!


LA PANAMERICANA » Day 4 : : La Panamericana

El Tango

Buenos Aires » Alt. 5m
Chegamos a Buenos Aires quatro anos atrasados, o que é ainda pior do que o meu atraso habitual no escritório.
O processo de aclimatizacao á altitude já comecou. Neste momento estamos no piso mais alto do hostel, o que nos coloca 9 metros acima do nivel da rua, 14 acima do nivel do mar, e a apenas 3 636 m de La Paz.
Buenos Aires é uma cidade muito europeia. Tem reflexos de Paris e Barcelona. Há muita música nas ruas e já nos sentimos tentados a comprar um charango.
Mas o relevante tem sido os restaurantes. Como sabemos que mais a frente nos esperam os Andes, e o repasto por la será sempre uma das muitas incognitas do dia, decidimos meter maos á obra (leia-se garfos no lombo) e, de acordo com calculos provisórios, nos últimos dois dias já comi mais bife aqui do que no último mes em Londres.
É o local mais civilizado que vamos encontrar nos próximos tempos, e no entanto já evitei alguns sanitários.
Hoje voamos para Salta. Para lá de Salta extende-se o Altiplano.
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Buenos Aires » Alt. 5m
We have arrived in Buenos Aires four years late. That´s even worse than my usual arrival at the office.
The height acclimatization process has begun. Right now we are at the highest level of the hotel, which lifts us some 9 meters from the street, and a relevant 14 from sea level. La Paz is only 3 636m higher.
Buenos Aires is a very european city. There are resembrances to Barcelona and Paris. Music fills the streets and we have already fought the early temptation to buy a charango. I reckon that temptation will prevail somewhere in Bolivia.
The highlight so far were the restaurants. Aware of what lies ahead, we took matters in our own hands (maybe I should say forks) and, according to provisional calculations, I ate more beef these two days than in the past month in London.
It´s the most civilized place we´ll find before Europe and already I have avvoided a few toilets.
Today we fly to Salta. After Salta, the great Altiplano stands.


LA PANAMERICANA » Day 1 : : La Panamericana

Hoje parto, com o Kwame e o Tupak, para Buenos Aires. O Chris junta-se a nos em La Paz, onde o hoxigénio é o bem mais raro. Pretendemos conquistar os Andes. O plano é simples: Partir.
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I leave for Buenos Aires today, along with Kwame and Tupak. Chris will join us in La Paz, where the air is the most precious item. We want to conquer the Andes. The plan is simple: To depart.

These are the four gringos locos:

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RECICLAGEM : : thoughts

Um breve momento de reflexão sobre a reciclagem.

No outro dia encontrei lá em casa, na lata reservada ao papel para reciclar, o "The Sun", infame jornal britânico, mais famoso pelas mamas da terceira pagina e pelas fotos dos paparazzi do que pela analise da crise no Médio Oriente ou a recente quebra do dólar.

Pasmei. Mas será que eu quero viver num mundo onde se recicla o The Sun?! Será que queremos mesmo que algumas atrocidades da nossa sociedade sejam guardadas para as futuras gerações, nem que na forma de bicarbonato de sódio? Pois com certeza que não! E pergunto-me, talvez seja tempo de repensar esta estratégia global de sustentabilidade que nos aconchega a consciência, e parar para pensar no que NÃO QUEREMOS ver reciclado. Não haverão produtos que, dado o escárnio e a gonorreia que provocam nas nossas mentes, sejam dignos candidatos a uma cremação rápida e segura, assegurando-nos assim que partículas outrora conspurcadas pelo conceito ou pela palavra venham mais tarde a fazer a sua aparição, quem sabe no papel higiénico que protege os nossos mais íntimos recantos de dignidade?

Aqui ficam algumas proposta para o que NÃO deve ser reciclado:

- The Sun ou o 24horas. Ora aqui esta uma excelente oportunidade para poupar espaço no contentor azul.

- O Blitz, especialmente as iluminadas paginas dos concert reviews. Uma fogueirinha sabe sempre tão bem...

- O catalogo musical dos Silence4. As toxinas libertadas por aquele plástico inquinado seriam muito perigosas para o ouvido humano. Proponho uma sonda a Júpiter com espaço extra para bagagem de porão.

- Os relatos da TSF e toda a programação da radio cidade. Eu proponho demolir as respectivas sedes.

- As camisolas da Lacoste. Há algo que me deprime profundamente naquele produto. Serão as cores pálidas art deco? Será o preço absurdo? Será o lagarto bizarro? Será o pretensiosismo neo burguês ou o estrato social? Eu tenho para lá umas quantas, mas nem aos sem-abrigo vou dar aquilo. Assim que fizer frio, um camisolinha daquelas direitinha ao lume! Ai que aconchego...


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