I guess I've always been very conscious of time. Units of time have been agreed upon, but each individual relates to those in a different manner. How can technology empower individuals so these may be increasingly aware of social performance as a constant negotiation of slightly desynchronized time units as opposed to constantly try to impose a unified rule of time.
memocracy;
enchufada [pt] ;
nogome [pt];
kwame *at* friib [dot] com
Desde giovanotto que me lembro de determinadas expressões do meu pai que, ao longo dos anos, foram ganhando novos significados, mais profundos por vezes, e sobretudo uma dimensão humorística que continuamente conhece novas expansões.
Compilei algumas destas “máximas” que passo a citar:
A ver vamos, como diz o cego.
Um clássico que, quando dito pelo meu velho, assume sempre uma calculada pertinência
A vida são dois dias, e ontem já passou.
Há uma terrivel ansia nesta frase, que me persegue. Aproveita o dia...
A economia é a base da riqueza.
Esta sempre foi a filosofia que me ensinaram.
O homem é um animal de hábitos.
Normalmente associada a um contexto negativo.
Ainda há muita gente que ainda corta a pernada da árvore sentado do lado de fora.
Esta é uma das minhas favoritas, e demonstra visualmente a escassez de inteligência nos dias que correm.
As pessoas são o melhor investimento.
Desde que os meus pais começaram a trabalhar, logo depois da quarta classe, todos os que trabalharam, negociaram, ou de algum modo interagiram com eles ficaram amigos e têm por eles um grande respeito. O mesmo se passa na família. Nasci fora de horas, no pior momento possível, mas os meus pais não deixaram de investir em mim. Tempo, carinho, dinheiro, preocupação.
Eu não acredito em bruxas, mas que as há, há.
O meu pai não acredita em bruxas. Mas tambem nao é disso que se trata.
Mais vale faça mal que se perda.
Esta é uma velha expressão da beira que define uma cultura.
Os maiores pecados, são os da omissão.
Tempus Fugit. Carpe Diem. Aproveita o dia.
Se os gostos de discutissem... que seria do amarelo?...
A minha favorita. Interpretações à descrição.


O Forum Coimbra é uma unidade comercial de dimensão relevante, na sequência das recentes tipologias comerciais de mega-escala, implantadas sobretudo nos territórios mais densamente habitados de Portugal. Insere-se no topo da colina da margem Sul do Mondego, resultando como uma nova referencia visual da cidade.

Este projecto ditou a minha entrada na Broadway Malyan, e fui inserido na equipa responsável pelo projecto durante três anos. Para além de uma experiência profundamente enriquecedora do ponto de vista técnico e arquitectónico, foi sobretudo um desafio pela escala do projecto e complexidade dos serviços técnicos necessários.
Entre outras tarefas, fui responsável pelo design do átrio Earth Area, bem como pelo design dos pavimentos de todo o centro, tarefa que se revelou imensamente divertida e recompensadora. Ainda hoje lamento algumas das escolhas do cliente nesta matéria, mas no conjunto estou francamente satisfeito com o resultado final.
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Forum Coimbra is a large scale shopping facility, following the trend of a recent explosion of mega shopping centres in Portugal. It’s 55 000 m2 of retail are set on the top of a hill, overlooking the Mondego river in Coimbra, resulting in a new visual reference for the city.

I joined Broadway Malyan Portugal to be immediately integrated on the design team responsible for this project, where I’ve worked for three years. Besides a truly enriching experience, from a technical and architectonical point of view, it was mostly a challenge, given the vast scale of the project, and the complexity of the technical services associated.
Amongst other tasks, I was responsible for the design of the Earth Area atrium, as well as the floorscapes of the entire shopping centre, a task that turned out to be of great fun and highly rewarding. I still regret some of the client’s options, but overall I feel very satisfied with the final result.

Contour Mall studies

Floorscapes - Fire Area Car Park entrance

Floorscapes - Wave Mall

Fire Area

Contour Mall

Flame Mall and Foodcourt

Water Area

Water Area at night

Gentle giant's reflections

That's only half the team.
Londres fascina-me. (contrariamente a de arroz de polvo...)
O verdadeiramente apaixonante, no entanto, não se esconde nas fachadas dos edifícios nem nos recantos intrigantes dos infinitos parques que fazem desta cidade um hino ao sol, esse Deus sublime, que nos visita com a frivolidade de uma criança mimada.

Tube in motion @ Baker Street
Este mistério fascinante reside nas pessoas. Londres está pintado com mais cores do que o arco íris revela. A multiculturalidade, essa louca divã do espírito urbano, desde o Soho até Portobello, Tottenham Court Road e Camden, define uma cidade vestida de retalhos trazidos desde os mais surpreendentes e inesperados cantos do planeta. O vasto império britânico assume parte dos louros e das culpas, mas Londres com o seu charme floydeano cativou outros visitantes, que se transformaram em habitantes, com o seu charme de taxis negros, de casas de tijolo à vista e cabinas de telefone encarnadas.
No meu atelier, segundo uma pesquisa recente, trabalhavam pessoas oriundas de 29 países. Desde a Argentina até à Nova Zelândia, do Kosovo até ao Iraque, há ainda tempo para um português, para provar que as desilusões do futebol da cruz de St. George foram esquecidas. (houve momentos em que temi!...)
Naturalmente, aqui em casa seguimos este ritmo à regra. Basicamente, a casa é composta por 4 personalidades, cujas diferenças acabam por enquadrar no fundo duas origens distintas. Os latinos e a escandinava.
Há dois portugueses e uma espanhola; os partidários do sul, dos pássaros e do “tá-se bem e venha mais uma”. Há também uma finlandesa, exemplo acabado do norte europeu, com tendências depressivas e um isolamento contido num olá mais gélido que um smirnoff on ice.
Os portugueses são a parte ligeira da casa. Um é louco pelo trabalho, um verdadeiro workaholic que encontra o conforto e o equilíbrio em frente ao portátil, a mudar o mundo. Sem horários nem agitações, é o pilar da casa.
O outro, é o exemplo acabado do serial music gigger. Vive como passarinho, entre os dentes dos crocodilos que por vezes infestam esta casa de uma complexidade desnecessária. Retira-se tranquilamente no seu quarto virado para o jardim e namora com a lua, ao som da guitarra envergonhada.
A espanhola, define na primeira pessoa a “fúria” espanhola. Vive num remoinho tumultuoso que só encontra paralelo no seu oposto, quando consegue ser a mais doce e carinhosa personagem.
Para terminar, posso acrescentar que na ilustre casa do Benfica de Londres (leia-se antes “típico antro de um provincianismo atroz”) sou servido no tasco por um sportinguista que de portista só não tem a cor, e no restaurante por um conjunto de empregados que são tão azuis como o sabão macaco. Relato isto com enorme satisfação, pois representa a imagem mais acabada da contribuição portuguesa para a multiculturalidade londrina. (ou isso, ou o zoo estava lotado...)
London rules. But please... MIND THE GAP!